DIVISÃO DE HONRA – “Operários” sem descanso em tarde de domingo gordo

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À 24ª jornada, o União FC (Penacova) somou um triunfo importante
contra um opositor directo, mantendo-se “firme e hirto” na luta pelo título,
quando faltam seis rondas.

O União FC recebeu e goleou ontem o
Carapinheirense por 5-0, dominando o jogo por completo. Um resultado volumoso que
premiou a personalidade e vontade de vencer de uma equipa que, para além de enorme
disciplina táctica, trouxe vestido do balneário o fato macaco e abordou a
partida com a humildade e mestria que se impunha.
O Carapinheirense, por seu turno,
acusou fortemente a responsabilidade deste desafio, “recolhendo-se” no seu meio-campo
e com um enorme índice de bolas transviadas, falhando redondamente nas
transições. Enquanto os visitados trabalharam arduamente em conjunto, partilhando
por vários elementos as jogadas delineadas, já aos visitantes apenas tiveram em
Seidy o “operário” disponível para tentar outro cenário no marcador.
O União FC que, inicialmente, assumiu
uma postura expectante perante um Carapinheirense pouco aventureiro no ataque,
aproveitou a primeira ocasião para facturar. Com apenas decorridos 13 minutos, Faca
inaugurou o marcador, após um toque subtil à entrada da pequena área, após um
pontapé de canto marcado por Pedro Pimpão.
A equipa unionista aumentou a
velocidade, principalmente pelas alas, e começou a chegar com facilidade à
linha de fundo, levando perigo à baliza contrária. Aos 22’, o guarda-redes Paulo
André teve de intervir por duas vezes, opondo-se, primeiro, a Balacov que lhe
surgiu isolado pela frente. Depois, o destemido guarda-redes tapou o caminho da
sua baliza mas acabou por abandonar o terreno de jogo, por lesão, após choque violento
com Faca.
A partir daqui tudo se complicou para
a formação da Carapinheira, com a turma de Cláudio Garcia a dilatar a vantagem,
aos 35’, quando Ruben, com um passe a romper o eixo da defesa visitante, surgiu
isolado e, perante a excitação do guarda-redes, rematou fora do seu alcance. O
Carapinheirense apenas criou a primeira situação de perigo aos 41’ num livre
apontado por Seidy.
Na segunda parte, a equipa da casa
dominou por completo e fez ainda mais três golos: aos 69′, Will fugiu à marcação
dos centrais visitantes e, isolado, rematou com êxito. No minuto 76 e na
cobrança de um livre na esquerda, Pedro Pimpão cruzou para o interior da área,
mas o árbitro apontou para a marca dos 11 metros por mão de Pedro Luís,
evocando que estava a proteger a cara. Pedro Pimpão não perdoou, mas só na
recarga é que desfeiteou Vítor Martins que, em primeira instância, defendeu com
os pés.
Aos 85′, novo livre na esquerda apontado
por Pedro Pimpão, com o “capitão” Joel a ludibriar a defesa visitante com um
golpe de cabeça ao primeiro poste. O Carapinheirense poderia ter obtido o golo de
honra por Seidy (atirou ao poste) e Faria, mas ambos revelaram-se perdulários.
O guarda-redes Gonçalo saiu por lesão num lance aparentemente em período de
compensação, numa altura que estavam esgotadas as substituições mas, neste
caso, o suplente entrou para o seu lugar.
O árbitro deixou jogar e incitou os
jogadores a fazê-lo, numa partida bastante movimentada e com decisões de
resolução rápida.