PATRIMÓNIO – Penacova quer promover moinhos de vento e de água

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Município celebrou Dia
dos Moinhos com aprovação do regulamento de salvaguarda e
valorização
A Câmara de Penacova
quer potenciar os núcleos de moinhos de vento, moinhos de água e
fornos de cal existentes no concelho e aprovou, nesse sentido, um
projecto de regulamento municipal de salvaguarda e valorização
destas instalações.
Uma nota de imprensa
ontem enviada pela autarquia refere que o concelho possui,
actualmente, «um dos maiores núcleos molino lógicos do país»,
com moinhos de vento localizados nas Serras de Atalhada, Arroteia,
Aveleira, Roxo, Gavinhos, Paradela, Lorvão e Portela de Oliveira, e
moinhos de água (azenhas), no rio Alva e nas ribeiras de Arcos,
Carvalho, Gondelim, Aveledo, Carvalhal, Ameal, Lorvão e da Presa.
Estes engenhos, que
outrora se constituíram como uma importante fonte de rendimentos e
de subsistência, são, diz a autarquia, «uma importante mais-valia
patrimonial e de divulgação do concelho, permitindo que, entre Maio
e Outubro, ainda seja possível observar moinhos de vento em
actividade nas localidades de Gavinhos, Aveleira e na Portela de
Oliveira, onde se encontra localizado o Moinho Vitorino Nemésio,
propriedade do município». «Nos restantes meses do ano, os
visitantes podem observar a ancestral arte de moer a farinha,
nomeadamente nas azenhas da Ribeira de Lorvão», adianta.
Paralelamente, recorda a
Câmara, à imponência dos moinhos na paisagem penacovense, o
concelho foi um importante centro produtor de cal, que remonta aos
séc. XVII e XVIII, período em que se terá dado a construção do
Forno do Pisão, nas proximidades de Lorvão, que visaria, em
primeira instância, suprir as necessidades do Mosteiro.
«A importância desta
indústria está, ainda hoje, bem patente nos 23 fornos de cal
distribuídos pelas localidades de Sernelha, Arroeiras-Riba de Cima,
Lorvão, Carregal-Friúmes, Galiana e, no Casal de Santo Amaro,
localidade onde se encontra localizado o maior e melhor conservado
conjunto constituído por 10 fornos, localizados em dois núcleos
distintos», explica o documento.
Fernanda Veiga, vereadora
da Cultura, citada na nota, diz que o projecto pretende «salvaguardar
e revitalizar os conjuntos de moinhos de vento, moinhos de água e
fornos de cal», contribuindo para a «preservação, valorização e
melhoria dos imóveis e sua envolvente, bem como por promover a
execução, pelos proprietários, de obras de conservação,
designadamente, de restauro, reparação e limpeza, destinadas a
manter as edificações nas condições existentes à data da sua
construção».
A vereadora refere
igualmente que o projecto de regulamento «institui, de forma clara,
um programa de incentivos aos proprietários, traduzido quer na
isenção do pagamento de taxas municipais, quer na concessão de
apoios financeiros aos que salvaguardem e reabilitem os edifícios na
sua forma original, beneficiando, obviamente, todos os que os
preservem, em pleno funcionamento, nos seus usos originais