FUTEBOL DISTRITAL – AAC/SF cada vez mais isolada no topo

0
1
Mais um golo nos “descontos”, quando
jogava com apenas 10, deu à Académica/SF a vitória no reduto do
Carapinheirense. O União FC (Penacova) empatou, o que deixa os estudantes cada vez mais
isolados no topo da classificação. O Penelense também “escorregou” em casa,
contra o Pampilhosense, o que quer dizer que será uma corrida a dois pelo
título até final do campeonato
Se
a história de um jogo se resumisse ao seu resultado, a deste, entre duas
equipas do topo da tabela, seria muito fácil de escrever. Ganhou a equipa que,
ao longo do jogo, mostrou contentar-se com um empate e que no num lance
fortuito, três minutos para além do tempo regulamentar, consegue marcar um golo
sem se perceber muito bem como.

No
entanto, este encontro entre o Carapinheirense e a Académica/SF tinha muito de
explosivo e muito estava em jogo face às aspirações de cada um e, assim, viu-se
a equipa da casa disposta a conquistar os três pontos e a equipa conimbricense
a remeter-se a um jogo de tentativa de controlo do meio-campo e a mostrar que,
afinal, poderia sair derrotada no final do jogo.

Toda
a excelente moldura humana que se deslocou ao Campo de São Pedro pôde constatar
tal facto, já que, por diversas vezes a bola rondou com perigo a baliza de
Brito e o golo só não aconteceu por manifesta sorte e desacerto dos avançados
do Carapinheirense e só aos 24’ a equipa da Académica/SF fez o seu primeiro
remate, sem perigo para Paulo André.

E,
se o domínio da equipa da casa foi a nota dominante ao longo de toda a 1.ª
parte, o início da 2.ª metade veio reforçar a ideia mas as diversas
oportunidades não se concretizavam e as quezílias começaram a tirar o raciocínio
de jogo com a equipa de Bruno Ferreira a ver o tempo escoar-se e o resultado a
interessar-lhe perfeitamente.

Como
no melhor pano cai a nódoa, Brito, que aos 74’ tinha realizado a defesa da
tarde, negando o golo e segurando, uma vez mais, o empate, numa atitude precipitada,
aos 80’, saiu da sua baliza e, na tentativa de travar um ataque do
Carapinheirense, agrediu o jogador adversário e viu o cartão vermelho, o que
obrigou a uma substituição forçada.

A
jogar contra 10, o Carapinheirense instalou-se completamente no meio-campo do
adversário e, numa jogada fortuita em que a sua defesa foi apanhada de
surpresa, Paulo André, que tinha sido um mero espetador ao longo dos 90
minutos, viu Seixas rematar cruzado e concretizar o golo já para lá do tempo
regulamentar.

De
salientar que a equipa de arbitragem cometeu diversos erros que colocou os
ânimos ao rubro, mas a situação mais lamentável começou aquando da expulsão do
guarda-redes academista, em que o treinador adjunto do Carapinheirense entrou,
inusitadamente, em campo, tendo recebido a correspondente ordem de expulsão.
Depois tudo se veio a complicar com a marcação do golo já que o jovem Brito
após ter sido expulso se sentou nas bancadas, entrou em campo e numa atitude
menos correta terá provocado a assistência local o que provocou algumas
atitudes menos corretas de ambos os lados.

Não
podemos deixar de referir que, em tudo o que aconteceu, ninguém se pode isentar
de alguma responsabilidade, a começar pela equipa de arbitragem que, ao longo
do jogo, não terá tomado as melhores decisões e a terminar em alguns jogadores
e alguns agentes desportivos de ambas as partes | VítorTravassos
CLASSIFICAÇÃO NA 25ª JORNADA