COMPETITIVIDADE – Tomada de posse de José Couto, dá novo alento a empresários do Centro

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José Couto (re) assumiu, ontem, a presidência do
Conselho Empresarial do Centro (CEC/ CCIC) reconhecendo que “liderar uma
organização associativa com estas características, únicas no movimento
associativo português é simultaneamente um privilégio e uma enorme
responsabilidade”.

Privilégio porque se afirmou na região, contra
tudo e contra todos, unindo sinergias. Responsabilidade porque, perante uma
tarefa que considera gigantesca, admite que “gerir consensos não é difícil”,
mas “gerar consensos é”. Considerado por todos – os que saíram e os que agora
assumem as suas tarefas na equipa do CEC – como “o homem capaz de gerir e gerar
consensos”, José Couto mostrou o seu reconhecimento a todos os que nestes mais
de 20 anos contribuíram para afirmar o CEC e o seu “papel estratégico para a
economia da região Centro e nacional”. E se o privilégio é claro para José
Couto e para a equipa que o acompanha, a responsabilidade de “pensar o Centro é
um enorme desafio que só será ultrapassado com a participação de todos”.

“Representamos uma região de enorme potencial
endógeno, importante em termos de exportação, que vende mais ao exterior do que
compra, geradora de emprego e motor de investimento em investigação e
desenvolvimento em variados setores e que até há bem pouco tempo era referência
como região de inovação na Europa”. O presidente do CEC, que aplaude a
resiliência dos empresários da região Centro, lembra que passados 22 anos,
estes querem ser ouvidos, como então, no que respeita ao investimento em
infraestruturas no que respeita ao desenvolvimento da região e do país.
E agora… 22 anos depois?

José Couto fez a pergunta e respondeu sem
dúvidas. “O nosso objetivo continua a ser claro: promover o desenvolvimento da
atividade empresarial, preocupar-mo-nos com a afirmação da região, enquanto
território competitivo, atrativo e coeso, onde se pode viver com qualidade”.
Mas que tenha capacidade para cativar investimentos, reter os seus talentos
numa rede de cidades que se destacam pelos seus equipamentos. Por isso, defende
que, “entrados num novo ciclo de afirmação do associativismo empresarial”, vai
agora “ser necessário valorizar o produto, a marca, o capital humano, bem como
valorizar a iniciativa empresarial e o conceito de empresa como espaço de
diálogo e cooperação entre gestores e trabalhadores”.

E porque o futuro da economia também depende da
capacidade de acrescentar valor, de inovar e de incorporar mais conteúdo
tecnológico aos produtos, é necessária a ligação entre as empresas e os
estabelecimentos de ensino superior. Pretensões que não podem falhar e que
podem ser ajudadas com Portugal 2020 e Centro 2020. “Não pode haver erros na
utilização dos recursos e não podemos deixar de fazer o que tem que ser feito
em termos de infraestruturas, porque alguns dos investimentos serão cruciais
para a competitividade dos próximos 30 a 50 anos, não só para a região mas para
o país”, alertou.