IP3 – Coimbra e Viseu reivindicam Itinerário Principal com 4 faixas “sem mais delongas”

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Reuniões, reivindicações,
sensibilizações, até às construções de um IP3 com quatro faixas entre Coimbra
e Viseu ou Viseu e Coimbra. De tudo se irá ouvir falar… menos de
manifestações. Afinal, Manuel Machado e Almeida Henriques, sendo de partidos
diferentes, foram eleitos pelos cidadãos dos dois concelhos que os mandantaram
para que as suas palavras e posições sejam levadas em linha de conta pelos
vários responsáveis, no caso, pela mobilidade nacional.

Reunidos ontem na Câmara de
Coimbra, os dois autarcas consideram esta requalificação do IP3 como uma
justiça que “não pode ser adiada para as calendas nem esperar por mais
delongas”. E ao Governo que diz não haver dinheiro para a obra respondem:
“faça-se faseadamente”. Ou então, permitam a “reabertura das negociações com
Bruxelas para que a requalificação de uma via estruturante para o país possa
ser feita com o apoio comunitário”.

E é tal a sintonia que, segundo
Manuel Machado, também corresponde aos anseios dos territórios “ribeirinhos do
IP3”, que os dois autarcas fizeram mesmo questão de sublinhar que “este
primeiro encontro é um sinal” da união, do entendimento e da reivindicação
conjunta. Uma reivindicação que deve, no entender dos dois, ser apoiada não só
pelo Centro, pois representa a ligação a Lisboa e ao Porto, mas pelo todo
nacional, pois trata-se de uma via integrada na rede transatlântica.

E Almeida Henriques que nele
circulou para se encontrar com o seu “colega e amigo” Manuel Machado, sublinha
que quem por lá viajou reconhece que “se trata de um troço que mais prejuízos
tem trazido às pessoas”. Pelas “imensas viagens sem regresso”, pelas
dificuldades no transporte de mercadorias e na própria promoção dos
territórios. Garantindo os dois autarcas que é urgente acabar com a situação,
Manuel Machado lembra que “já há estudos e projetos mais do que suficientes a
justificar esta intervenção”.

Novo ciclo de diálogo

E se o encontro de ontem “lança
uma nova ponte na história da cooperação das duas cidades-região”, ele abre,
igualmente, “um novo ciclo de diálogo entre Coimbra e Viseu” que se vai alargar
à reabilitação urbana, à promoção turística e às trocas culturais”. Domínios
considerados estratégicos e prioritários do desenvolvimento regional que,
reforçados com uma (boa) ligação rodoviária “serão fundamentais para a coesão
nacional e para a competitividade da região Centro”.

E porque a afirmação da região se
faz com o aproveitamento do que melhor ela tem, nada melhor do que alargar esta
cooperação aos domínios da promoção turística e da programação cultural, como
é referido no documento final da reunião. A unir os dois territórios não só o
IP3, mas séculos de história e um património único que já valeu a Coimbra o
reconhecimento de Património Mundial e que inspira Viseu na preparação de um
projeto a 10 anos.

Texto de Eduarda Macário