ACESSIBILIDADES – Passos Coelho questionado em Coimbra sobre o IP3 e o Metro Mondego

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Pedro Passos Coelho
comentou desafio lançado esta semana pelos autarcas de Coimbra e
Viseu e sobre o projecto do Metro Mondego voltou a falar nos
autocarros eléctricos como alternativa à ferrovia

O primeiro-ministro
deixou ontem em aberto a possibilidade de se fazerem obras no IP3
entre Coimbra e Viseu de modo a melhorar a ligação existente mas
sem a passagem para o perfil de auto-estrada. Presente em Coimbra num
encontro com responsáveis de órgãos de comunicação social local
da região das Beiras, Pedro Passos Coelho frisou que o país «não
tem dinheiro para fazer mais auto-estradas», tendo em conta o
dinheiro que já gastou em ligações similares e face à ausência
de financiamento por parte de Bruxelas. Ou seja, voltou a assumir que
a ligação das duas capitais de distrito em perfil de auto-estrada –
como esta semana foi defendido por Manuel Machado e Almeida Henriques
– só existirá se o risco ficar na totalidade do lado dos
privados. «O que não é impossível que aconteça no âmbito dos
projectos estratégicos que venham a ser financiados. Pode haver
grupos interessados», comentou.

Coisa diferente,
acrescentou, é a requalificação, que apesar de não estar prevista
no plano de actuação das Estradas de Portugal, pode ser uma
hipótese a estudar com os presidentes de Câmara de Coimbra e de
Viseu. «Não fechamos a porta a que o investimento possa ser
considerado em diálogo com as autarquias, desde que», ressalvou,
não seja em auto-estrada.

Sem novidade no Metro

Questionado sobre o
impasse no Metro Mondego (também esta semana os autarcas se
assumiram revoltados com tanto adiamento), Passos Coelho não deixou
qualquer novidade. Reafirmou o «compromisso» de restabelecer a
ligação que existia mas sobre a solução tecnológica explicou que
esse debate está a ser promovido pela Comissão de Coordenação e
Desenvolvimento Regional do Centro. O governante voltou, neste
contexto, a admitir que a ligação venha a ser feita, pelo mesmo
canal do ramal, em veículos eléctricos «com o mesmo grau de
satisfação mas com um perfil diferente». Acrescentou que ainda não
existe uma resposta positiva sobre como seria a integração desta
solução com a linha urbana prevista para Coimbra, repetindo que o
processo está em avaliação.