CIÊNCIA VIVA – O céu de maio de 2015

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Parte
deste mês será marcado pela chuva de meteoros das Eta Aquáridas, a qual tem o
seu pico de atividade na noite de dia 5 para 6.

O
nome desta chuva de estrelas deve-se a que o seu radiante (ponto do céu de onde
elas parecem surgir) está situado perto da estrela eta da constelação do
Aquário (eta Aqr). No entanto, a verdadeira origem destes meteoros está bem
mais perto de nós, não sendo mais do que poeiras e pequenas partículas deixadas
pelo cometa Halley ao longo do seu percurso, as quais são intercetadas pelo
nosso planeta.
Esta
chuva de estrelas pode produzir até quatro dezenas de meteoros por hora, mas
este ano iremos ver muitos menos dado que o seu pico de atividade ocorre muito
perto da Lua Cheia de dia 4.
Como
neste mesmo dia 4, a passagem da Lua pelo plano da órbita terrestre ocorre
poucas horas depois da Lua cheia, tal evento dará lugar a um eclipse lunar
total. Infelizmente este eclipse dar-se-á pela uma hora da tarde (hora
continental), sendo apenas visível no Extremo Oriente, Pacífico e,
parcialmente, nas Américas.
Nestes
primeiros dias do mês podemos também observar como a Lua se desloca da
vizinhança da estrela Espiga (na constelação da Virgem) no dia 2, até à
proximidade de Saturno no dia 5.
Dia
7 Mercúrio atinge a sua maior elongação (afastamento angular) para Este
relativamente ao Sol, apresentando-se assim como estrela da tarde. Quatro dias
depois tem lugar o quarto minguante.
A
seu turno, a Lua Nova irá ocorrer na madrugada de dia 18. Na noite seguinte a
Lua passará perto de Marte cuja observação por estes dias será muito difícil
dado que está demasiado próximo da direção do Sol.
Ao
anoitecer de dia 19 a Lua já terá passado por Mercúrio. Este planeta será cada
vais mais difícil de ver à medida que se for aproximando do Sol, chegando-se a
cruzar com Marte no dia 26, e atingindo a sua conjugação inferior (altura em
que estará na direção do Sol) no dia 30.
Na
madrugada de dia 23, Saturno encontrar-se-á na direção contrária ao Sol. Diz-se
então que se encontra em oposição. Para além de tal significar que iremos
encontrar a sua face totalmente iluminada, esta também é uma altura em que a
Terra está mais próxima deste planeta, sendo assim uma excelente ocasião para
observa-lo e aos seus anéis.

Na
madrugada de dia 24 a Lua estará a 5 graus a Sul de Júpiter. Já aquando do
quarto crescente de dia 25 ela já terá passado por Régulo, uma estrela da
constelação do Leão.
Na
noite de dia 29 a Lua irá regressar mais uma vez para junto da estrela Espiga.
Igualmente neste dia Vénus, que se apresenta este mês como estrela da tarde,
estará junto a Pólux, uma estrela da constelação dos Gémeos.
Boas
observações!
Fernando
J.G. Pinheiro (CITEUC)
Ciência
na Imprensa Regional – Ciência Viva
Figura
1: Céu a sudeste pelas 5 horas da madrugada de dia 6, incluindo o radiante da
chuva de meteoros Eta Aquáridas
Figura
2: Céu a oeste pelas 19 horas e 30 minutos de dia 19. Igualmente é visível a
posição da Lua nos dias 21 e 23.