PATRIMÓNIO – Museu do Mosteiro de Lorvão à espera de apoio europeu para abrir ao público

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Direcção Regional da
Cultura assume que a musealização do espaço vai fazer-se, a partir
de 2016, com dinheiros do novo quadro comunitário

A Associação Pró-Defesa
do Mosteiro de Lorvão, Penacova, reclama a abertura do museu no mosteiro, mas a
Direcção Regional de Cultura do Centro (DRCC) não tem dinheiro
para assegurar a imediata entrada em funcionamento. 

«Até 2020,
esperamos abrir aquele espaço museológico», disse à Lusa a
directora da DRCC, Celeste Amaro. A Direcção Regional «não tem
tido dinheiro para fazer a musealização», um trabalho que deverá
começar em 2016, já com financiamento no âmbito do quadro
comunitário de apoio de 2014-2020, acrescentou.

O Estado investiu 1,7
milhões de euros em obras de adaptação do Mosteiro de Santa Maria
de Lorvão, criando num dos claustros o espaço que irá acolher o
espólio de arte sacra reunido ao longo de vários séculos.

O
projecto de requalificação foi concebido pelo arquitecto João Mendes Ribeiro, tendo os trabalhos de construção sido concluídos
no ano passado.

Enquanto aguardam pela
musealização, «algumas peças estão a deteriorar-se devido a
humidades» que afectam o edifício, alerta o historiador Nelson
Correia Borges, presidente da Associação Pró-Defesa do Mosteiro de
Lorvão, imóvel medieval que em 1910 foi classificado como monumento
nacional. 

«A obra está terminada há um ano. Fez-se ali um grande
investimento que agora não tem tradução prática», lamentou
Nelson Correia Borges. O acervo para instalar no novo espaço inclui
peças de escultura, pintura, ourivesaria e paramentaria de diversas
épocas, segundo o investigador.

Apesar do adiamento do
processo de musealização, o Roteiro dos Museus e Espaços
Museológicos da Região Centro, publicado pela CCDRC, em 2011, já
contempla o Museu do Mosteiro de Lorvão.

A musealização desse
património «é um dos projectos para o próximo quadro
comunitário», para que a abertura daquele espaço permita «chamar
gente a Lorvão».

A obra «ainda não foi recepcionada em
definitivo», disse Celeste Amaro, a propósito da reabilitação
parcial do mosteiro, defendendo que o acervo que pertence à igreja
«é pouco face à amplitude da sala» que o irá acolher. «Temos de
ter algum cuidado com o que vamos lá colocar», referiu a directora
regional.

Outra das apostas da
DRCC, para dinamizar culturalmente Lorvão, são os concertos com o
órgão de tubos do mosteiro, em cuja recuperação foram gastos
cerca de 650 mil euros. Domingo, às 16h00, realiza-se um concerto
comemorativo do primeiro aniversário do restauro do órgão
histórico.

Lusa

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