MÓDULO CALOR – Plano de Contingência para região centro tem início sexta feira

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No dia de ontem, algumas regiões
do país chegaram a atingir os 35 graus celsius e o tempo quente deve manter-se
até amanhã, com temperaturas elevadas sobretudo no sul. A Direcção-Geral de
Saúde (DGS) e o Instituto Português do Mar e da Atmosfera relembram os cuidados
que a população deve ter, nomeadamente os grupos de risco. Ao mesmo tempo, os
serviços de saúde organizam-se para eventuais ondas de calor, preparando os
planos de contingência que estarão em vigor de 15 de Maio a 30 de Setembro.
Na semana passada, a
Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) acolheu responsáveis da área
hospitalar e dos cuidados de saúde primários, bem como delegados de saúde, no
âmbito da preparação do Plano de Contingência para Temperaturas Extremas
Adversas (PCTAE) – Módulo Calor, que será activado esta sexta-feira e estará em
vigor até final de Setembro. «Este plano, da responsabilidade da DGS, é
operacionalizado a nível regional através de um conjunto de medidas de actuação
coordenadas pelo Departamento de Saúde Pública da ARSC e asseguradas localmente
pelos hospitais e agrupamentos de centros de saúde», refere uma nota de
imprensa.
O documento é «um instrumento
estratégico essencial de intervenção dos serviços de saúde e demais parceiros –
serviços municipais de Protecção Civil, Segurança Social, bombeiros e outros
com competência e atribuições no âmbito da protecção da população – visando
proteger a saúde das populações contra os efeitos negativos do calor intenso»,
acrescenta a ARSC. Baseado num sistema de previsão, alerta e resposta
apropriada, o PCTEA – Módulo Calor pretende minimizar os efeitos negativos das
temperaturas elevadas na saúde. «Durante o período de vigência deste plano,
competirá ao Departamento de Saúde Pública da ARSC, em articulação com os
serviços de saúde, proceder à avaliação diária do risco e accionar mecanismos
de resposta em caso de necessidade», acrescenta o comunicado.
As crianças nos primeiros anos de
vida e as pessoas com 65 e mais anos, os portadores de doenças crónicas,
pessoas que desenvolvem actividades no exterior (expostos ao sol e ao calor),
praticantes de actividade física, pessoas isoladas ou em situação de carência
económica e social constituem os grupos mais vulneráveis aos efeitos do calor
e, por isso, são os que mais se devem proteger.
Manter a hidratação do corpo –
ingerindo bastante água e sumos naturais, evitando alimentos pesados e salgados
-; evitar a exposição ao sol e ao calor, procurando ficar em casa ou em
ambientes frescos, como centros comerciais ou outros com ar condicionado; usar
roupas frescas e protector solar com factor de protecção igual ou superior a
30, caso tenham necessidade de estar ao sol; usar chapéu e óculos de sol; estar
atento a sintomas, se já tem problemas de saúde; manter-se informado e em
contacto com outras pessoas são algumas das recomendações da DGS.

[fonte]