SAÚDE – ARS do Centro vai contratar mais 60 médicos de medicina geral e familiar

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A Administração Regional de
Saúde (ARS) do Centro anunciou que deverão ser colocados na região, ainda este
ano, 60 médicos de medicina geral e familiar, o que permitirá “aumentar
substancialmente o número de utentes com médico de família na região, até
2016”, lê-se num outro comunicado.
 
A ARS do Centro “reitera a
estratégia prática de contratação de todos os médicos de medicina geral e
familiar disponíveis para o efeito”, com o objetivo de “melhorar a cobertura” da
região, em especial “nas zonas atualmente mais carenciadas”.
Este ano, a ARS do Centro
“ultrapassou as 100 unidades funcionais ativas (unidades de saúde familiar e
unidades de cuidados na comunidade, UCC) nos seis agrupamentos de centros de
saúde da sua área de influência, o que se traduz em mais cuidados de saúde primários
de qualidade e em proximidade para as populações”, refere.
A ARS acrescenta que “atingiu
as 52 UCC ativas na região, o que representa, no universo dos 1.727.186
habitantes, uma cobertura assistencial na ordem dos 83,3%”.
“Relativamente às unidades de
saúde familiar (USF), foi ultrapassado, em 2014, o meio milhão de utentes
inscritos, número que tem vindo progressivamente a aumentar com a abertura de
seis novas unidades, elevando para 52 as USF atualmente em funcionamento na
região”, destaca ainda a ARS. 
Na segunda-feira, a Secção
Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) alertou para a falta de médicos
de família e para problemas no exercício da profissão em várias unidades de
saúde da região. 
“Há uma grande desmotivação
dos profissionais de saúde por causa das condições de trabalho”, disse o
presidente da SRCOM, Carlos Cortes, indicando que a falta de médicos de família
na região afeta especialmente os distritos de Leiria, Guarda e Castelo Branco. 
No Centro, há “entre 130 mil
e 150 pessoas sem médico de família”, o que corresponde à necessidade de
colocar pelo menos 70 destes profissionais, afirmou à Lusa Carlos Cortes, que
visitou hoje diversos centros de saúde, nos distritos de Aveiro e Coimbra, no
âmbito de um programa para assinalar o Dia Mundial do Médico de Família. 
Também a organização
não-governamental Saúde em Português e a Unidade Curricular de Medicina Geral e
Familiar da Universidade de Coimbra assinalaram hoje o Dia Mundial do Médico de
Família. 
“O médico de família faz com
que a saúde seja mais importante que a doença, que o conhecimento técnico e
científico seja adaptado às necessidades, que a família cuide melhor”, afirma o
médico Hernâni Caniço, numa proclamação conjunta daquelas entidades, intitulada
“Nós somos médicos de família”.