PARLAMENTO – Maurício Marques entrega proposta para criação do Dia Nacional da Gastronomia

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O deputado do PSD, Maurício
Marques, entregou na Comissão Parlamentar da Educação e Cultura da Assembleia
da República uma proposta para a instauração do Dia Nacional da Gastronomia. A
iniciativa será amanhã discutida e votada em sede da comissão parlamentar, com
o deputado social-democrata a esperar que esta iniciativa seja aprovada, de
forma a que a recomendação possa ser, posteriormente, seguida pelo Governo.

No documento, o dia nacional iria
ser comemorado no último domingo de maio, mas o deputado admite alterar essa
posição da reunião de amanhã. Ou seja, poderá requerer a mudança para o final
deste mês (último domingo), de forma a que esta data ainda se comemore no
presente ano. Sobre as razões que levam à sua criação, Maurício Marques fala no
facto da “identidade do território nacional confundir-se com as imensas
produções locais e regionais, consolidando um património único, em termos
mundiais”. Por outro lado, “cada uma das regiões e sub-regiões do território português
tem associado um extenso leque de produtos agroalimentares típicos, alguns
deles reconhecidos em termos internacionais, de qualidade superior, através de
designações uniformizadas na União Europeia, como é do caso de produtos DOP
e/ou IGP (Denominação de Origem Protegida/Indicação Geográfica Protegida)”.

O deputado recorda ainda que “a
dieta mediterrânica, reconhecida pela UNESCO como Património Cultural
Imaterial, já atribuiu à gastronomia portuguesa uma visibilidade própria”.
Também em 2014 o Parlamento Europeu publicou “um relatório sobre o património
gastronómico, onde recomenda a criação de um observatório europeu de
gastronomia”. Um organismo que, no entender dos responsáveis, deviam levar à
apresentação de medidas de divulgação e promoção, de forma integrada e
articulada, potenciando o desenvolvimento sustentável do território.

Com a criação destas
comemorações, Maurício Marques acredita que ele ajudará a “promover o
crescimento e o emprego em indústrias como a restauração, o turismo, a indústria
agro-alimentar e a investigação”.

“Atenta à enorme riqueza da
gastronomia nacional, bem evidenciada nas inúmeras confrarias espalhadas pelo
país, julga-se que não pode nem deve deixar de ser aproveitado nas políticas
públicas, incentivando simultaneamente todas as atividades conexas com a
atividade turística”, defendeu. | António Alves