CONFRARIAS – Portugal já pode celebrar o Dia Nacional da Gastronomia

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Mais do que um ponto de partida, é um ponto de chegada», diz
Olga Cavaleiro, presidente da Federação das Confrarias Gastronómicas, a
propósito do Dia Nacional da Gastronomia, ontem consagrado pela Assembleia da
República. A também responsável da Confraria da Doçaria Conventual de Tentúgal
sublinha o «unanimismo» que juntou as diferentes bancadas na apresentação do
projecto de resolução e também a «unanimidade» na votação, que ontem marcou a
sessão do Parlamento. Um “falar a uma só voz” fundamental, dado que a
«gastronomia é um sector transversal, que toca todas as instituições e todo o
território», diz.

A instituição deste dia, a celebrar no último domingo de
Maio representa «o reconhecimento da gastronomia como elemento fundamental no
desenvolvimento económico e cultural do país», diz Olga Cavaleiro, salientando
que este projecto, que envolveu de uma forma muito estreita a direcção da
Federação e as confrarias, representa a «concretização de um objectivo»
centrado na «valorização da gastronomia e no seu reconhecimento» como factor de
«dinamização económica e cultural. As confrarias, unidas em fraternidade em
torno da gastronomia, estão de parabéns», diz a presidente, que ontem,
juntamente com representantes de 25 confrarias, trajados a rigor, emolduraram
as galerias do Parlamento. «Foi um momento extraordinário», confessa,
salientando que esta aprovação representa, também, «o reconhecimento da
Federação e das confrarias como parceiras do desenvolvimento local, do
progresso do país».

Relativamente à data estabelecida para celebrar o Dia
Nacional da Gastronomia, considera que «não há dias ideais», mas assume que a
Federação defendia o mês de Maio, particularmente «associado a episódios de
carácter religioso e profano muito ligados à alimentação».

Mais do que festejar o último domingo de Maio, a Federação
pretende celebrar uma semana, inteiramente dedicada à gastronomia, «dinamizada
pela Federação e pelas confrarias, em todo o território, que culmine, domingo,
com uma celebração nacional». Um projecto que, defende, irá implicar um
trabalho com várias instituições, nomeadamente escolas, diferentes gerações,
para «relembrar e trazer para a mesa dos portugueses a alimentação que nos
caracteriza, que é rica de sabores e também saudável».

Sendo
certo que é cedo para definir um programa, que se quer amplamente participado e
partilhado, «envolvendo parcerias públicas e privadas», Olga Cavaleiro
perspectiva um conjunto de «acções abrangentes», que envolvam todo território,
tendo as confrarias como pólo motor. Até por isso, o Dia Nacional é «mais um
ponto de partida para concretizar a ideia,
que um ponto de chegada», conclui.