LORVÃO – Em estudo revolução urbanística para harmonização da vila

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Câmara Municipal de Penacova tem a intenção de promover uma autêntica revolução
urbanística na vila de Lorvão, no sentido de valorizar a malha urbana, dando
ainda maior destaque ao mosteiro, um mais antigos monumentos do país.

Ainda
numa fase inicial, o projecto do arquitecto Fábio Fonseca Nogueira foi ontem
apresentado no âmbito do 18.º aniversário da Comendadoria de Coimbra Rainha
Santa Isabel da Ordem dos Templários, que decorreu no monumento durante todo o
dia.

A
proposta prevê a harmonização de piso e das travessias da ribeira existente, no
sentido de que seja devolvido a Lorvão um aspecto mais medieval.

A
ideia de Fábio Nogueira é substituir a «manta de retalhos», constituída por 12
tipos de pavimentos identificados, por pedra.

Por
outro lado, a figura inestética do coreto, que tapa grande parte da vista do
mosteiro, deverá ser demolido, numa renovação que também afecta o jardim
fronteiro ao monumento, sendo que também as pontes sobre a ribeira deverão ser
alteradas.

Ou
seja, a maior parte delas deverá desaparecer, sendo feita uma harmonização de
todas as que restarem, através da utilização de materiais ferrosos, de
tonalidade castanha.

Uma
outra proposta é a de fazer regressar ao local inicial uma fonte que existia no
jardim e que foi mudada aquando da criação do Hospital Psiquiátrico.

Como
explicou o presidente da Junta de Freguesia de Lorvão, Alípio Rui Batista, que
foi cicerone dos irmãos da Comendadoria, trata-se de um projecto da Câmara
Municipal de Penacova, «em que nós temos o trabalho de falar com as pessoas».

«Ainda
está em fase de planeamento, mas, basicamente, pretende devolver a ribeira ao
público, enquanto elemento identificador da vila de Lorvão», disse.

O
18.º aniversário da Comendadoria de Coimbra Rainha Santa Isabel da Ordem dos
Templários incluiu a realização de missa na Igreja do Mosteiro de Lorvão,
celebrada por Manuel Lopes Botelho, Vice Grão Mestre e Capelão da Ordem dos
Templários, tendo os participantes feito também uma visita guiada ao Museu,
cadeiral e órgão de tubos, recentemente restaurado. Antes das palestras, uma
ala do antigo Hospital Psiquiátrico foi o palco para a realização do almoço.

José Carlos Salgueiro – Diário de Coimbra