ACESSIBILIDADES – Câmara da Lousã contesta novo traçado para IP3

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A Câmara Municipal da Lousã
contestou ontem o traçado do novo IP3, entre Coimbra e Viseu, apresentado há um mês, em Mortágua, e considerou que a proposta “não tem em conta a coesão
territorial”.

Para a autarquia liderada por Luís
Antunes, do PS, a proposta de traçado apresentada pela Infra-estruturas de
Portugal (IP), no dia 7 de agosto, na presença do primeiro-ministro, Pedro
Passos Coelho, “não é, a vários títulos, a mais adequada”.
Luís Antunes disse à agência Lusa
que esta posição da Câmara da Lousã, no distrito de Coimbra, é assumida no
contexto de “diversas reuniões”, realizadas ou a realizar, envolvendo
associações empresariais e outros municípios vizinhos.
O traçado defendido pelo Governo,
além de comprometer “o desenvolvimento integrado” da região, “ignora uma das
zonas do país que, apesar dos constrangimentos ao nível das acessibilidades,
apresenta uma actividade económica relevante”, segundo um documento aprovado
por unanimidade na última reunião do executivo, na segunda-feira.
Com tal desenho, o projecto “não
permite melhorar a acessibilidade de um conjunto significativo de concelhos,
nomeadamente Lousã, Vila Nova de Poiares, Góis, Arganil, Pampilhosa da Serra,
Tábua e Oliveira do Hospital, e potenciar o seu desenvolvimento social e
económico”, adianta.
A proposta da IP “apresenta custos
de construção significativamente mais elevados do que a alternativa”
preconizada pela Câmara da Lousã, que “permite corresponder a uma melhoria mais
substantiva e alargada da mobilidade regional” e que “sem aumentar distâncias”
proporciona “uma ligação ao IC6 e uma alternativa” à estrada da Beira (EN17).
Como está, o projecto “apresenta
potenciais impactos ambientais superiores, nomeadamente no que diz respeito ao
atravessamento” das matas nacionais do Buçaco, na Mealhada, e de Vale de Canas,
em Coimbra.
A Câmara da Lousã rejeita o “perfil
de auto-estrada” da futura ligação Coimbra – Viseu e entende que deve
”privilegiar-se um perfil de itinerário principal”.
Na região, idênticas posições foram
assumidas nas últimas semanas pela Câmara de Vila Nova de Poiares e pelo
engenheiro civil Pedro Curvelo, ex-vereador do PSD na Câmara da Lousã.
A deliberação da autarquia presidida
por Luís Antunes foi enviada à empresa pública IP, que resultou da recente
fusão da Refer com a Estradas de Portugal, e à Secretaria de Estado das Obras
Públicas, Transportes e Comunicações.
Lusa