FRÍUMES – Festa de São Mateus

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No próximo dia 26 de setembro vão realizar-se as festividades em honra
de São Mateus, padroeiro de Friúmes. Uma ideia que partiu do pároco Padre
Pinho, e que foi abraçada por conjunto de leigos, na maioria pertencentes ao
grupo coral, tendo evoluído ao longo dos anos para uma intervenção alargada,
com o apoio da autarquia e das associações recreativas da Freguesia.

Do programa destacam-se:

A abertura oficial das festas, pelas 15 horas,
seguida da abertura das Tasquinhas das Associação no Largo da Igreja Matriz,
onde se realizará a Feira Franca, com produtos da terra.

Pelas
16:30 realizar-se-á a Missa presidida pelo Sr. Cónego Aníbal Castelhano à qual
se seguirá, pelas 17:30, a procissão em honra de São Mateus

O
tradicional leilão de oferendas terá inicio pelas 18:00, seguindo-se,
pelas 19:30 o jantar pelas diversas tasquinhas das associações.

Um
dos momentos altos da festa, terá início pelas 21:00 com a atuação do bem
conhecido Grupo Coral Divo Canto

Pelas
22:00 terá lugar a entrega dos prémios aos participantes no torneio de futebol,
seguido de um baile com o conjunto R&M

Do blog FRAMIANES, do amigo Mário
Oliveira
, pode ler-se acerca da localidade de Friúmes, quando ainda era
freguesia, o seguinte:
A freguesia de Friúmes surgiu em desanexação da de Penacova. Pertenceu
ao concelho de Vila Nova de Poiares até 24 de Outubro de 1855.


Situada
no extremo sudeste do concelho, na margem esquerda do rio Alva, afluente do
Mondego, dista sete quilómetros da vila de Penacova. Ocupa uma área de 14,7
km2, distribuída pelas povoações seguintes: Carregal, Friúmes, Miro, Outeiro
Longo, Vale do Conde, Vale de Maior, Vale do Meio, Vale do Tronco e Zagalho.
Friúmes
foi um curato da apresentação do prior de Penacova, que tinha 30.000 réis de
renda anual. A Universidade de Coimbra possuiu por aqui alguns casais, sujeitos
e juradoria de Mucela e à matriz de Santa Maria da Arrifana.
A
Igreja Matriz, dedicada a S. Mateus, foi reedificada e benzida em 1779, mas
logo incendiada, poucos decénios depois, durante as Invasões Francesas. É de
referir o seu altar-mor em talha dourada. São ainda dignas de referência
algumas peças de prata do seu património.
Nelson
Correia Borges escreve, em “
Coimbra e
Região
“: “Esta vertente
norte da serra da Atalhada, que se aproxima do leito do Alva em vales, ravinas
e outeiros, é terra da freguesia de Friúmes. Pequenos povoados pontilham aqui e
além de branco ou terroso a mancha verde desta serra onde outrora laboraram 22
moinhos de vento que hoje não passam de torres arruinadas por entre o matagal.
Carregal, Vale do Conde, Zagalho são miradouros singulares sobre a Casconha e
as terras beirãs até à Estrela.
Faltam
elementos para a história desta zona, embora a povoação sede já apareça
mencionada em documentos do século X, com o nome de “FRAMIANES”.
Talvez os romanos já por cá tivessem andado a explorar ouro. Próximo de lugar
de Miro existe uma velha mina abandonada a que o povo chama a “Toca da
Moura”. A terra que daí se extraia era levada em zorras – espécie de carro
sem rodas – até ao Alva, para ser lavada, à procura de pepitas.
Ao
fundo de Friúmes, em largo povoado de oliveiras – continua o mesmo autor, mais
adiante -, alveja a Capela da Senhora do Cabo. Se excluirmos a imagem de Nossa
Senhora da Purificação, gótica, dos séculos XV-XVI, esculpida em madeira, nada
tem esta capela que artisticamente se destaque. Mas o local é de grande beleza.
Na
época a que se reporta o texto acima os moinhos da 
Serra da Atalhada estavam, de facto, em ruína. Hoje, grande parte deles, estão
recuperados e transformados em turismo de habitação. Têm como suporte um
restaurante moderno e paisagens fabulosas.
Corre
perto o Rio Alva. Pode descer-se de carro até Vale da Chã ou dar uma saltada ao
Vimieiro [S. Pedro d’Alva].

NOTA: Atualmente
a localidade de Friúmes, pertence à União das Freguesias de Friúmes e Paradela,
como resultado da Reorganização Administrativa do território das freguesias
definidos na 
Lei n.º 11-A/2013, de 28 de janeiro, de acordo com os princípios, critérios e parâmetros
definidos na 
Lei n.º 22/2012, de 30 de maio (que aprovou o regime jurídico da
reorganização administrativa territorial autárquica).