REFUGIADOS – Diocese de Coimbra quer acolher uma família de refugiados por paróquia

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Diocese de Coimbra quer acolher
uma família de refugiados por paróquia Ajuda Igreja já começou a sensibilizar
paroquianos, distribuindo informação sobre a PAR e recordando que “do outro
lado está quem foge à morte”
A Diocese de Coimbra está
empenhada em cumprir a indicação dada recentemente pelo Papa Francisco e
pretende acolher, no futuro, pelo menos uma família por paróquia. «É o nosso
desejo», confirmou frei Domingos, arcipreste de Coimbra Urbana, adiantando que
a diocese já se inscreveu na Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR) e começou
«a sensibilizar os paroquianos para a importância de recebermos refugiados».
A permanência, entre sexta-
-feira e domingo, da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima em Coimbra
será um momento em que a diocese aproveitará para intensificar essa
sensibilização, continuou o responsável pelo Arciprestado de Coimbra Urbana,
convicto que «através de Maria será possível aprofundar esta matéria, explicar
às pessoas que não é preciso terem medo e falar na importância de ajudar estas
pessoas a terem uma casa». Frei Domingos falava durante a conferência de
Imprensa para a apresentação do programa da Diocese de Coimbra da visita da
Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima (ver texto na página 5), que
decorreu ontem no Seminário Maior, sublinhando que um dos objectivos destes
três dias de devoção é precisamente que sejam de «exercício de amor para se
obter a paz». A questão dos refugiados que, como adiantou o Papa Francisco, «fogem
da morte, são vítimas da guerra e da fome e devem ter ajuda», não poderia ser
mais indicada.
Para já, foi distribuído pelas
paróquias da Diocese de Coimbra material informativo sobre o PAR, para ser
divulgado e entregue aos paroquianos. «Há muitas resistências, temos de
superá-las. Do outro lado está quem foge à morte», reforçou frei Domingos,
desmistificando a ideia dos que se questionam sobre «os nossos pobres, os
nossos que não têm casa». «Esses também têm ajuda, das instituições, do Estado.
Estes, neste momento, não têm na da», recordou.
A Diocese de Coimbra tem 268
paróquias e só no Arciprestado de Coimbra Urbana há 12, o que significa a
possibilidade de virem a ser acolhidas, apoiadas e acompanhadas, pelo menos,
outras tantas famílias de refugiados em Coimbra. Frei Domingos admite, no
entanto, a possibilidade de «duas ou três paróquias [mais pequenas] se juntarem
para receber refugiados». Recorde-se que a PAR, que tem vários níveis de ajuda,
garante dois anos de acompanhamento às famílias de refugiados acolhidas em
Portugal, em vários níveis, através das instituições – como a Diocese de
Coimbra – que nela estejam inscritas.