TAÇA DE PORTUGAL – União FC derrotado mas de cabeça erguida

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O União FC foi ontem eliminado da
Taça de Portugal. Depois de superar a oposição dos açorianos do Rabo de Peixe e
dos madeirenses do Camacha, a equipa de Gavinhos não resistiu ao maior poderio
do Rio Ave. Mas, apesar da natural der rota, os comandados de Cláudio Garcia só
têm de estar orgulhosos pelo trajecto que construíram na competição e que
entusiasmou e muito a freguesia de Figueira de Lorvão.
Ontem, acima de tudo, foi um dia
de festa. Receber a visita de convidado tão ilustre “encheu” o Campo da Feira
Nova. Imperou o “fair-play”, a boa disposição foi nota dominante e quem esteve
em Gavinhos testemunhou um momento importante da vida do clube.
Quanto ao jogo, a partida teve
praticamente um só sentido: o da baliza anfitriã. Mesmo com muitas alterações
no “onze”, a turma orientada por Pedro Martins dominou do princípio ao fim,
impondo um ritmo mais rápido, embora a tarefa não tenha sido simples. O União
FC demonstrou organização defensiva, procurou jogar com as linhas próximas para
reduzir a margem de erro e, acima de tudo, foi estóico na forma como se bateu
em todos os momentos defensivos. Além disso, teve um “gigante” entre os postes:
Gonçalo foi adiando até mais não o tento vilacondense. A primeira das defesas
sucedeu, aos 22’, quando negou que o remate de Guedes fosse vitorioso. Já
depois de Nélson Monte, sem ângulo, acertar na barra e de Kayembe, à boca da
baliza, desperdiçar uma soberana oportunidade, o guardião voltou a ser enorme
quando Guedes lhe apareceu isolado.
Em termos ofensivos, o União FC
criou pouco perigo no primeiro tempo, mas dispôs de uma hipótese muito boa, só
que Jocy, antes de sair por lesão, viu Rui Vieira defender para canto o pontapé
que ia bem colocado.
A resistência do conjunto do
concelho de Penacova durou até ao intervalo, mas não por muito mais tempo.
Praticamente a abrir a segunda metade, Guedes, desta vez, não perdoou e deu o
melhor seguimento a um cruzamento de Edimar a partir da esquerda.
O Rio Ave não tirou o “pé do
acelerador” e procurou, rapidamente, acabar com as dú- vidas, mas a falta de
eficácia na finalização e mais uma grande defesa de Gonçalo foram deixando a
questão em aberto, sendo que, a dado momento, o União FC começou a acreditar
que podia levar a questão para prolongamento (Jessi falhou o empate). Mas foi
uma ilusão. O sonho não se tornou realidade e Kayembe (o melhor em campo)
resolveu mesmo a eliminatória. Primeiro marcou após um lance individual e
depois ofereceu o 0-3 a Tarantini.
O União FC lutou, deu uma boa
imagem e sai da taça com um sorriso de orgulho nos lábios.
Boa arbitragem.