MATA DO BUÇACO – Fundação esteve presente no congresso internacional sobre História da Ordem dos Carmelitas Descalços em Portugal

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A Fundação Mata do Buçaco (FMB) esteve presente
no Congresso Internacional sobre a História da Ordem dos Carmelitas Descalçosem Portugal que decorreu na Domus Carmeli, em Fátima, entre os dias 22 a 24 de
outubro. “A Reforma Teresina em Portugal” foi o tema do evento organizado pela
ordem religiosa dos Carmelitas Descalços. O presidente da FMB, António Gravato,
fez parte da comissão de honra do congresso que contou com a participação de
conceituados historiadores e conferencistas autores de trabalhos reconhecidos
sobre o tema. “O Deserto do Buçaco, Paisagem do Sagrado – a Herança dos
Carmelitas Descalços”, apresentado por um técnico da FMB, foi uma das vinte e
duas comunicações orais previamente selecionadas pela Comissão Científica
do congresso.
A realização deste congresso sobre a História da Reforma Teresiana em
Portugal surgiu com o objetivo de assinalar as Comemorações do Quinto
Centenário do Nascimento de Santa Teresa de Jesus (1515-2015), fundadora,
conjuntamente com João da Cruz, desta ordem religiosa. No evento estiveram
vários conferencistas e historiadores autores de trabalhos reconhecidos sobre o
tema em análise, bem como académicos e investigadores de renome, oriundos de
norte a sul do país, representando várias universidades nacionais como: a
academia de Coimbra, Porto, Lisboa, Évora, Algarve, entre outras.
Durante o congresso foi apresentado o livro: “Retábulos dos Carmelitas
Descalços em Portugal e Países da Expansão Ultramarina” e a emissão filatélica
comemorativa da efeméride. No que respeita à apresentação realizada por Filipe
Teixeira, do Departamento de Património Edificado, Paisagístico e Cultural da
FMB, esta “incidiu sobre o património legado pelos carmelitas descalços” e como
“esta paisagem do sagrado, construída com o recurso a uma profusão de distintos
elementos edificados desde o convento às ermidas de habitação, passando pela
via sacra e as fontes arquitetónicas, foram enquadrados numa paisagem ímpar que
ainda hoje refletem a simbologia por detrás da construção deste lugar”,
referiu.
Segundo nota da organização do evento, a iniciativa teve como principal
finalidade “investigar as marcas profundas que esta Ordem deixou na reforma da
Igreja, quer na teologia e na espiritualidade, como nas missões e no ensino, no
campo da cultura e das artes”, sendo estas visíveis em variados conventos
nacionais. Uma “mémoria do passado” que se pretende que seja “reavivada no
presente” e que ajude a “abrir novos horizontes para o futuro”, sendo uma
“oportunidade para desbravar preciosos tesouros do contributo que a Ordem dos
Carmelitas Descalços realizou e continua a realizar em Portugal”, lê-se ainda
no texto.
De recordar que já no passado mês de setembro no âmbito deste congresso, um
grupo de conferencistas e de representantes da Ordem dos Carmelitas Descalços,
liderado pelo padre provincial Joaquim Teixeira, visitou a Mata Nacional do
Buçaco com o propósito de conhecer o património deixado pelos Carmelitas
Descalços no “Deserto do Buçaco”. Na ocasião, o grupo foi recebido pelo
presidente da Câmara Municipal da Mealhada, Rui Marqueiro, e, também pelo
presidente da Fundação Mata do Buçaco, António Gravato.

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