CIÊNCIA VIVA – O céu de Novembro de 2015

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Os primeiros dias do mês coincidem com a chuva de
estrelas das táuridas, cujo máximo de atividade ocorre no dia 5. Estes meteoros
que nos parecem surgir da vizinhança da constelação do Touro não são mais do
que pequenas rochas e poeiras libertadas pelo asteroide 2004 TG10 e pelo cometa
2P Encke ao longo dos seus respetivos percursos.

Infelizmente a observação desta chuva de estrelas será
dificultada pela presença da Lua a qual, aquando do quarto crescente de dia 3,
estará junto à constelação do Caranguejo. Deste modo, mesmo em condições ideais
não será possível observar mais do que meia dezena de meteoros por hora.

Por esta mesma altura do mês podemos apreciar
igualmente a conjugação de Júpiter, Vénus e Marte. Em particular, a maior
aproximação entre estes planetas terá lugar no dia 2 com Vénus a menos de 1
grau de Marte. Mas para observar estes astros será necessário estar acordado
pelo menos às três horas e meia da madrugada.

Estes planetas serão visitados pela Lua nas madrugadas
de dia 6 e 7.



O início do mês será a única altura adequada à
observação de Mercúrio (pouco antes do amanhecer) e de Saturno (visível a
poente ao anoitecer) pois à medida que o mês for avançando estes astros
aproximar-se-ão cada vez mais da direção do Sol, não nos permitindo a sua
observação.

Mas tal como Mercúrio estará na direção do Sol no dia
17, e Saturno no dia 30, a Lua encontrar-se-á em idêntica situação já no dia
11, dando lugar à Lua Nova.

Em novembro a Terra passa perto do rasto de um outro
cometa, o Tempel-Tuttle. Tal origina uma chuva de estrelas que nos parecem
surgir da vizinhança da constelação do Leão, daí o seu nome: as Leónidas. Mas
tal como terá sucedido com as táuridas, o pico de atividade desta chuva de
estrelas (que tem lugar na noite de dia 17 para 18) será relativamente fraco,
não superando a dezena de meteoros mesmo em condições ideais.

O quarto crescente terá lugar na madrugada de dia 19,
com o nosso satélite natural junto à constelação do Aquário. Já a Lua Cheia
terá lugar na noite de dia 25. Nesta mesma noite podemos ver como a Lua se vai
aproximando cada vez mais da direção de Aldebarã, o olho da constelação do
Touro.

Ao voltar a olhar para Vénus e Marte perto do final do
mês podemos verificar que estes não se deslocaram nos céus do mesmo modo: Vénus
já atingido a direção da estrela Espiga, enquanto Marte ainda estará junto à
estrela Porrima.

Boas observações!
Fernando J.G. Pinheiro (CITEUC

Figura 1: Céu a sudeste pelas seis horas e um quarto
da madrugada de dia 1. Igualmente são visíveis posição da Lua nas madrugadas de
dia 3 e 6, o radiante da chuva de meteoros das Leónidas e a localização de
Vénus, Marte e Júpiter na madrugada de dia 29.

Figura 2: Céu a sudeste pelas vinte e três horas de
dia 25. Igualmente é visível o radiante da chuva de meteoros das táuridas com
máximo de atividade no dia 5.