ENTREVISTA – A vereadora Fernanda Veiga explana e realça o momento Cultural que se vive no concelho de Penacova

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A COMARCA DE ARGANIL, fugindo um pouco ao que é habitual, quis ouvir a
principal responsável pelo pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Penacova,
numa altura em que estão programados para o território penacovense dois eventos
– um já em andamento, que é o “Mês dos Míscaros e Sarrabulho”, que se prolonga
até 15 de Dezembro e a “Feira do Mel e do Campo”, que se inicia no próximo
sábado. Em Penacova nota-se que entre a sua vereação há responsabilidades
cometidas a cada vereador com a sua área específica, e daí que a sua autonomia,
dentro dos limites constitucionais, seja uma nota a salientar. Assim sendo,
Fernanda Veiga fala-nos de uma forma abrangente do que se tem feito e o que se
está a desenvolver nos diversos domínios da Cultura do concelho, que extravasa
já as fronteiras do país.
Assim sendo, saiu a primeira pergunta, que de alguma
forma reflecte a posição da Mulher na actual sociedade.
– Qual a sua experiência, como mulher, nestas andanças autárquicas?
– Devo dizer que sinto e assumo as minhas funções autárquicas como uma
missão, procurando a defesa dos meus concidadãos e visando melhorar a vida
coletiva dos penacovenses. É nesse sentido que afirmo que a condição de
igualdade entre mulheres e homens se constrói com o empenho da participação
cívica, desmoronando preconceitos e realizando diariamente o ideal de uma
sociedade mais justa, mais tolerante e mais participada.
– Desde a sua tomada de posse, há dois anos, sente que, dentro da orla dos
seus pelouros, está dentro dos seus desejos aquilo que tem desenvolvido?
– Nestes dois primeiros anos do nosso segundo mandato, temos consolidado os
vários projectos já iniciados no mandato anterior, para que nada fique ao acaso
e para que os recursos que empregamos sejam estruturantes

Podia falar de muitos projetos em marcha, mas saliento apenas alguns, como
as várias atividades culturais na Biblioteca Municipal, a criação da Rede de
Bibliotecas de Penacova, o projeto de promoção da leitura para crianças e
adultos, o Projecto Memórias de Penacova – do qual candidatámos os Palitos a
Património Cultural e Imaterial de Portugal, o reconhecimento da importância do
Mosteiro de Lorvão e de todas as nossas potencialidades patrimoniais. Por outro
lado, temos muito orgulho da nossa programação cultural, uma programação
diversificada que ruma ao encontro da expectativa dos penacovenses mas também
daqueles que já se deslocam a Penacova para assistir aos espectáculos cá
apresentados.
No ano passado lançámos o projecto da Escola de Artes de Penacova que,
neste ano lectivo, conta já com mais de 100 alunos e que, a curto prazo, será
uma referência no ensino da música, do teatro e da dança na nossa região.
– A par das realizações
que se têm feito no concelho, dentro do seu âmbito autárquico, sente que tenha
decorrido em pleno?
– Sou por natureza muito exigente comigo própria, sinto sempre que cada
iniciativa podia ser melhor. Contudo, há um projeto que é transversal a todas
as áreas, que é a relação que hoje existe entre a Câmara e o Movimento
Associativo.

Existe hoje um grande apoio às associações por parte do município,
privilegiando a iniciativa das colectividades. Mas esse apoio implica que
sejamos criteriosos e que sejamos exigentes com os dirigentes das associações
culturais e recreativas, que têm respondido de forma excepcional aos desafios
que lhes são dirigidos, seja na dinamização das Festas do Município, seja ao
nível das actividades culturais, seja no âmbito do papel social que desenvolvem
nas suas localidades e que reputo de muito relevante face à actual conjuntura
económica.
– Aproximando-se a Feira
do Mel e do Campo, julga que vai ser mais um sucesso, assim como o Mês dos
Míscaros & Sarrabulho, que se iniciou já e se prolonga até ao dia 15 de
Dezembro?
– A Feira do Mel e do Campo vai na sua 6.ª edição. É mais um daqueles
projetos que nos causam orgulho e que está intrinsecamente ligado a outro, que
é o Mercado de Sabores. Assim, juntámos aos produtos do Campo o Mel, as
Castanhas, os Míscaros e o Sarrabulho e o resultado final, que tem sido
fantástico, este ano sê-lo-á também.
– Tem sentido nestas
realizações o apoio de todos os intervenientes nos diversos eventos?
– Todas estas acções só são possíveis porque o senhor presidente do
município, o Dr. Humberto Oliveira, me apoia sem reservas em todos estes
projectos. Tenho uma equipa de colaboradores fantásticos que estão disponíveis
para por em prática qualquer desafio que lhes seja lançado. O mesmo devo dizer no
que concerne às instituições a quem regularmente recorremos para as parcerias
necessárias. De todos sempre tive a maior disponibilidade e prontidão.
– Neste âmbito, há mais
ideias e projectos a desenvolver?
– Dos grandes projectos que estamos a consolidar e que certamente trarão
grandes resultados no desenvolvimento cultural, turístico e económico do
concelho, são, sem dúvida, os circuitos de trail runnig e os
caminhos da Batalha do Bussaco. Estes são projetos que aliam a nossa história
cultural ao Património, e são uma alavanca na promoção do nosso território.
Estamos a mexer em muitas áreas, há resultados que já são bem visíveis e há
outros que começam a emergir. Tudo isso resulta de uma estratégia muito firme
de desenvolvimento, sustentabilidade e de uma enérgica modernidade.