PREVENÇÃO – Sistema de alerta de cheia do Mondego vai ser revisto

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A Ordem dos Engenheiros (OE) vai,
a convite do Governo, estudar e desenvolver uma estratégia para o sistema de
alerta de cheia do rio Mondego. A medida foi tomada ontem, após uma reunião do
ministro do Ambiente na Câmara Municipal de Coimbra, em que estiveram presentes
todas as entidades envolvidas na gestão e avaliação das cheias ocorridas entre
9 e 11 de Janeiro.
Segundo uma nota de imprensa do
Ministério do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes propôs o convite à OE para
«revisão do sistema de alerta de cheia no Mondego, o que foi aceite por todos
os participantes».
De resto, o convite do governante
foi já aceite pela ordem profissional e os trabalhos terão início da próxima
semana. Dentro de um mês, informa o Ministério, «estará concluído o relatório
preliminar», com o relatório final a ficar «terminado dentro de três meses».
O trabalho incluirá a análise e
elaboração de procedimentos. Segundo fonte do Governo, «há a noção de que tudo
foi dito a tempo e a horas», importa, pois, perceber o que aconteceu. Esta
sensação de cumprimento é reforçada no documento enviado à imprensa, ao
recordar que «entre 9 e 11 de Janeiro a subida das águas do rio Mondego causou
inundações em especial na cidade de Coimbra. Apesar dos alertas terem sido
accionados e das diferentes autoridades terem actuado como previsto não foi
possível evitar os estragos conhecidos».
No encontro de ontem, refira-se,
«foram avaliados os aspectos hidrológicos, as medidas de prevenção e minimização
e a articulação entre as diversas estruturas envolvidas», estando presentes o
ministro e o secretário de Estado do Ambiente, os presidentes das câmaras
municipais de Coimbra e Montemor-o-Velho, um representante do secretário de
Estado da Administração Interna, bem como representantes da Agência Portuguesa
do Ambiente, da Administração da Região Hidrográfica do Centro, da Protecção
Civil e da EDP.
As cheias de 11 de Janeiro
causaram prejuízos elevados a operadores de ambas as margens, nomeadamente no
Parque Verde, mas também em casas particulares na margem esquerda. Ontem, os
Bombeiros Sapadores continuavam a retirar água do mosteiro de Santa
Clara-a-Velha, cujos prejuízos, segundo a directora regional da Cultura do
Centro, Celeste Amaro, superam os 400 mil euros, e obrigam a um encerramento
que deverá prolongar-se por meses. A responsável, que associa as cheias «a erro
de alguém», tem repetido a intenção de apresentar a factura dos estragos à EDP,
gestora do sistema de barragens Aguieira/Raiva/Fronhas.

Fonte | Diário de Coimbra