PORTUGAL 2020 – Plano 100 já fez chegar 14,2 milhões a empresas da região

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Em menos de dois meses, a
Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) aumentou
de 45 para 79% a taxa de contratação de projectos de investimento de empresas
no âmbito do Centro 2020, passando de 102,4 milhões de euros contratualizados a
30 de Novembro de 2015 para 182 milhões de euros, a 22 de Janeiro). Mais. Se
até ao final de Novembro de 2015, a CCDRC ainda não tinha feito qualquer
pagamento, neste momento, já estão 14,2 milhões de euros nas mãos das empresas
da região. Estes dados foram avançados ontem em Coimbra por Ana Abrunhosa,
presidente da CCDRC, na apresentação do Plano 100, «uma medida de impulso» à
economia, com um conjunto de medidas de agilização de acesso a fundos
estruturais de forma a ser possível alcançar o compromisso do Governo: fazer
chegar 100 milhões de euros às empresas nos primeiros 100 dias de governação.
Flexibilizar as regras dos
adiantamentos (as empresas têm, entre outros benefícios, 10% do financiamento
adiantado automaticamente sem terem de pedir); redução da exigência bancária e
uma nova linha de financiamento até 750 milhões de euros (para financiar a
contrapartida nacional ou o apoio elegível) são as medidas implementadas no
âmbito do Plano 100 e que já estão a dar os seus frutos, a nível da região, mas
também nacional.
De acordo com Ana Abrunhosa, a
taxa de contratação, no âmbito do Portugal 2020 passou de 47,9% para 84% e os
pagamentos aumentaram de 4,4 milhões de euros para 37,8 milhões de euros, num
período igual ao referido em relação à região das Beiras.
«Vejo com muita expectativa e com
muita esperança a possibilidade de alcançarmos a nossa meta», afirmou o
secretário de Estado do Desenvolvimento e Coesão, Nelson de Souza, avançando
que, como o Plano 100, o Governo «não quer um concurso com o Governo anterior
para ver quem é capaz de executar mais», mas sim constatar que «a economia
precisa de investimento, que é baixa a execução dos fundos estruturais e que
estes são o melhor instrumento» para conseguir incrementar o investimento no
nosso país.
Nelson de Souza assumiu que a
aposta do Governo é essencialmente nas empresas, mas deixa claro que o Plano
100 «não pode ser erroneamente entendido como uma espécie de “roda dos
milhões”. Não queremos deitar dinheiro fora. Queremos empresas que invistam mais,
melhor e mais depressa».
«Não contem connosco para darmos
100 milhões de euros para despesa reembolsável sem qualquer efeito para a
economia portuguesa», continuou o governante, avançando que «proximamente» o
Governo anunciará as metas de execução dos fundos estruturais para este ano.
Na sessão, que contou com a
presença de empresários e autarcas da região, participou também Jorge Seguro
Sanches, secretário de Estado da Energia.
Ana Margalho | Diário de Coimbra