PENACOVENSES ILUSTRES – Américo Figueiredo tomou posse como Professor Catedrático da Universidade de Coimbra

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«Um misto de conquista e dádiva». Foi com este
sentimento que Américo Figueiredo tomou posse, esta sexta-feira, como professor
Catedrático da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC), a quem
prometeu continuar a dar «o melhor das capacidades, trabalho e dedicação».
«Conquista porque é árduo o trabalho e muito
longo o caminho percorrido da minha S. Pedro de Alva (Penacova) natal até este momento
solene. Dádiva porque só foi possível com a ajuda de muitos», afirmou Américo
Figueiredo durante a cerimónia de tomada de posse, que decorreu na Sala do
Senado.
Alguns deles, como Carrington da Costa, já
falecido, mas também Alberto Rocha Brito, Augusto Vaz Serra, Mário Trincão,
José Espírito Santo foram referidos por Américo Figueiredo durante a cerimónia,
na qual destacou «a honra» de suceder a Poiares Baptista, que esteve presente
na cerimónia, e que o novo professor Catedrático da FMUC considerou «um marco
de prestígio profissional, posicionamento ético, sentido institucional e grande
humanidade».
Ser professor Catedrático exigirá de Américo
Figueiredo «uma prestação qualificada e virtuosa para o futuro», contando, para
isso, com uma «equipa multidisciplinar de grande qualidade», um «grupo
altamente competitivo mas igualmente solidário» que tem resultados para
apresentar, afirmou o professor de Dermatologia da Faculdade de Medicina e
director do Serviço de Dermatologia e Venereologia do Centro Hospitalar e
Universitário de Coimbra (CHUC).
O novo Catedrático recordou que há,
actualmente, na sua equipa, quatro doutorados e três estudantes de
doutoramento, com um artigo publicado, por mês, em revistas internacionais. Já
no que respeita ao CHUC: junta-se às «26 mil consultas, as 650 hospitalizações,
os mais de três mil procedimentos terapêuticos por ano e as cerca de 750
intervenções cirúrgicas de um corpo clínico que, como sublinhou, terá «dentro
de três anos, mais de metade dos médicos dermatologistas» doutorados.
«É uma forma subtil, mas objectiva de tornar
este centro hospitalar um espaço universitário», continuou Américo Figueiredo,
que é, neste momento, vice-presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos
Médicos, liderada por Carlos Cortes e membro do Conselho Nacional Executivo do
bastonário, José Manuel Silva.

Fonte | Diário de Coimbra