NOVIDADE – Observatório de peixes no Mondego esta Primavera

0
4
A Câmara de Coimbra vai abrir ao
público um Observatório das espécies piscícolas existentes no rio Mondego,
existente nas instalações da Escada de Peixes do Açude. Manuel Machado deu
ontem conta dos resultados «muito positivos» do trabalho realizado, ao longo
dos últimos dois anos, pela Universidade de Évora, de Reabilitação dos Habitats
de Peixes Diádromos na Bacia Hidrográfica do Mondego (englobando os concelhos
de Coimbra, Montemor, Penacova, Poiares e Figueira da Foz) e considerou que
estão reunidas as condições para que possa começar a haver observações das
espécies que habitam o Mondego, já a partir desta Primavera.
«Será uma montra, onde será
possível ver as várias espécies a passar», explicou o autarca aos jornalistas,
no final da reunião do executivo camarário, não tendo dúvidas de que esta será
«mais uma forma de perceber o quanto o rio é bonito».
A visualização das espécies de
peixes do Mondego é, sublinhou, um projecto inovador e está a ser estudada a
possibilidade de uma articulação com o Exploratório no sentido de ser criado um
percurso turístico e de visita que se faça a pé, desde aquele Centro Ciência
Viva até à Escada de Peixes, junto ao Açude-Ponte.
«Vai ser surpreendente ver, não
apenas a lampreia ou o sável, mas muitas outras espécies, identificadas no
âmbito deste projecto», liderado por Pedro Raposo, da Universidade de Évora.
«Será possível ver como circulam, como se alimentam e também saber como se
adaptam às alterações humanas feitas na bacia do Mondego».
Aliás, um dos dados mais curiosos
do estudo é, avançou o autarca, que ao contrário do que seria previsto
cientificamente, o troço artificial criado no Mondego, a partir do Choupal, não
fez desaparecer as espécies piscícolas ali existentes. «Elas mantêm-se»,
adiantou.
Questionado pelos jornalistas
sobre o processo de desassoreamento do rio Mondego, o autarca deixou claro que
esse é outro processo, bem mais moroso, mas que está a ser negociado «e será
resolvido», a seu tempo.
Ana Margalho – Diário de
Coimbra