JUSTIÇA – Jovem de Penacova admite autoria de seis crimes de furto

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Um jovem de 22 anos e agora
detido preventivamente no Estabelecimento Prisional de Braga (à conta de outro
processo) confessou ontem em tribunal a autoria de dois crimes de furto simples
e mais quatro de furto qualificado, realizados entre Abril e Julho de 2012, no
concelho de Penacova, onde era residente.

O jovem confessou que na altura,
com 18 anos, consumia haxixe, mas admitiu que era porque «gostava de ter
coisas, como roupas e sapatilhas, e não tinha» que começou a furtar objectos de
valor do interior de residências e estabelecimentos, como jóias, uma máquina
fotográfica, computadores, pen’s, dinheiro, entre outros, num valor total que,
adiantou ontem o juiz, «facilmente chegava aos quatro mil euros».

O “modus operandi” nem sempre era
o mesmo. Em alguns casos, partia o vidro de uma janela das residências,
noutros, como é o caso do café, de onde furtou maços de tabaco, dinheiro e uma
máquina fotográfica, aproveitou-se do facto de o proprietário ter saído para
«colocar combustível na viatura» para se apoderar destes objectos. Estes e
alguns outros furtados durante os quatro meses em causa foram encontrados numa
busca feita pela GNR à residência do jovem e do pai, em Penacova. Um fio em
ouro foi vendido pelo arguido numa loja de compra de ouro em Penacova. Outros
objectos, nomeadamente algum material informático, foi encontrado pelas
autoridades no antigo Hotel de Penacova, na altura abandonado, para onde o
jovem foi viver, quando se zangou com o pai.

O jovem, em prisão preventiva por
um processo de furto qualificado na zona de Guimarães (onde esteve a residir
com um amigo), já foi condenado mais duas vezes por crimes idênticos cometidos
em Coimbra e em Viseu. Ontem, depois de o arguido ter admitido que não fez bem
ao cometer todos estes crimes e, portanto, ter mostrado arrependimento, o
Ministério Público, durante as alegações, pediu que seja feita justiça.

Já o advogado de defesa,
sublinhou que o arguido não é capaz de demonstrar «um juízo de censurabilidade
em relação à sua actuação» e que «certamente será condenado», solicitando, por
isso, ao tribunal para que tenha em conta «a idade do arguido, o seu problema
patológico e o regime aplicável aos jovens delinquentes» na hora de decidir. A
leitura do acórdão está marcada para Abril.

Ana Margalho – Diário de Coimbra