PRÉMIO – Penacova apurada para “Município do Ano Portugal 2016”

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Após uma análise à atividade relevante
dos municípios portugueses, o município de Penacova ficou selecionado, entre 93
candidatos, para o grande prémio “Município do Ano Portugal 2016” e igualmente
nomeado para a categoria regional “Centro < 20 000”. Os vencedores em
cada categoria, bem como o vencedor nacional, serão conhecidos a 3 de junho, na
Gala de Entrega de Prémios, em Sagres, Vila do Bispo.
A Universidade do Minho institui os
Prémios Município do Ano Portugal 2016 que premeiam municípios que tenham
lançado projetos com impactos na economia, no território e na sociedade e que
promovam o crescimento, a inclusão e a sustentabilidade. O Prémio Município do
Ano tem como objetivo reconhecer e premiar em diferentes categorias, as boas
práticas em projetos implementados pelos municípios.
O Município de Penacova apresentou o
projeto “Memórias de Penacova” que, aproveitando as suas potencialidades – beleza
natural, gastronomia, águas minerais e naturais, turismo, pesca e desporto e
cultura – pretende a revitalização do património imaterial. Um projeto onde
interagem várias atividades, como os percursos de trail running,
caminhos da Batalha do Bussaco, museus do moinho, museu do palito, recolhas de
património cultural imaterial, conversas e memórias, exposições “Gente da Nossa
Terra”, recriações no auditório da Biblioteca Municipal de Penacova / Centro
Cultural, arquivo fotográfico digital e arquivo de memórias.
De acordo com Humberto Oliveira,
presidente do município, o projeto “Memórias de Penacova” diferencia-se pelo
levantamento, preservação, divulgação e valorização do património cultural,
dando-lhe novas interpretações e utilizações”. Como refere o edil, “as várias
valências que o município tem criado têm uma orientação muito bem definida e
convergem para o objetivo de gerar uma lógica de rede de vários serviços
potenciadores de atração turística e valorização do património do concelho de
Penacova, nomeadamente a diversidade cultural, os valores, as tradições e o
diálogo cultural”.
Humberto Oliveira frisa ainda que “este
projeto permite também combater o isolamento dos mais velhos ao mesmo tempo que
se recuperam memórias e se dá movimento às aldeias. Proporcionam-se momentos de
lazer aos idosos, recuperando as canções, as festas, os ritos de passagem, as
questões ligadas à família, às classes sociais, à gastronomia, a locais ligados
a um mundo simbólico, associados à literatura oral e aos percursos. A
aprendizagem intergeracional permite também a preservação do património das
profissões tradicionais em risco de extinção, numa estreita comunicação e
transferência de conhecimen
tos e sabedoria”.