DECO – Obsolescência programada, um consumo manipulado

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Tem a sensação que
os eletrodomésticos e demais produtos antigamente duravam mais? Já ouviu falar
de obsolescência programada?


A
sociedade contemporânea vive numa era em que a inovação tecnológica, na procura
de uma maior eficiência, é muito rápida. Como consequência os produtos são
rapidamente ultrapassados, trazendo efeitos negativos para o meio ambiente.

A
obsolescência ocorre quando um serviço ou um produto, estando em bom estado, deixa
de ser útil, sendo substituído por um produto tecnologicamente mais avançado, o
que estimula o consumo e consequentemente prejudica o meio ambiente. A
obsolescência programada surge como uma estratégia das empresas, em que a vida
útil do equipamento é programada com o objetivo de diminuir a sua durabilidade.

O
primeiro caso famoso aconteceu em 1920. Decidiu-se diminuir a durabilidade das
lâmpadas para aumentar as vendas deste produto. Assim, esta estratégia alastrou-se
a outros equipamentos como impressoras, baterias, notebooks, indústria têxtil, pasta dos dentes, entre outros
produtos.

Contudo,
a obsolescência tem um grande impacto para o ambiente. De acordo com a
Organização das Nações Unidas (ONU), em média, cada um de nós descarta 7kg de
resíduos eletrónicos por ano e estima-se que aumente 33% até 2017. É nítido que
ao trocarmos regularmente os nossos produtos, se aumenta a produção de lixo,
nomeadamente do lixo eletrónico que contém metais pesados que contaminam o
ambiente.

Ao
deitarmos fora os nossos produtos avariados, sem reparação, motivamos a
produção de novos, o que gera mais gastos em matérias-primas, energia e provoca
o aumento de emissão de poluentes.

É
importante adotar algumas estratégias para minimizar as consequências da
obsolescência, como seja substituir os equipamentos de um modo responsável e não
comprar outro equipamento sem verificar se tem arranjo, prolongando, assim, a
durabilidade da sua vida útil.

Em
jeito de conclusão, a evolução tecnológica é, sem dúvida, importante, mas será
necessário adquirir todos os equipamentos que surgem? Não devemos refletir
antes de comprar um equipamento novo e escolher substituir apenas a peça que
está estragada?
Melanie Magalhães,

Técnica
Superior de Educação, DECO Coimbra

Os leitores
interessados em obter esclarecimentos relacionados com o Direito do Consumo,
bem como apresentar eventuais problemas ou situações, podem recorrer ao
Gabinete de Apoio ao Consumidor da DECO, bastando, para isso, escreverem para a
DECO – Rua Padre Estêvão Cabral, 79-5º, Sala 504-3000-317 Coimbra.