MIRO – Barca Serrana voltou a navegar na Festa do Barqueiro

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O Grupo de Solidariedade Social,
Desportivo, Cultural e Recreativo de Miro voltou a promover, este
fim-de-semana, a Festa do Barqueiro, já na quarta edição, que teve um dos
pontos altos ontem de manhã, com a navegação da Barca Serrana entre a Livraria
do Mondego e o Vale dos Ladrões, no ramal de Miro, lembrando tempos antigos, em
que era o principal meio de transporte de cargas e passageiros, usando o rio
Mondego como essencial e central via de comunicação, nomeadamente entre a
Figueira da Foz e o Porto da Raiva.

Ontem, em mais esta recriação, a
barca voltou a cumprir a sua função, transportando o sal da Figueira, e, no
sentido inverso, a carqueija e a lenha. Novidade, e tendo em conta a realização
das Festas da Rainha Santa, a Barca Serrana transportou ontem também romeiros,
lembrando tempos de antanho.

Manuel Nogueira, presidente da
colectividade, disse lembrar-se inclusivamente de uma família «que ia na Barca
Serrana para as Festas da Rainha Santa e vivia debaixo da Ponte de Santa Clara
durante cinco dias».

O dirigente revelou ainda que,
também recordando tempos muito antigos, a barca acabou ontem por transportar
também uma estudante e um Lente da Universidade de Coimbra.

Trata-se de recriações que
pretendem manter vivos os costumes e usos ligados ao rio Mondego, num programa
de três dias, em que o Miro contou com a colaboração do Rancho Típico de Miro
“Os Barqueiros do Mondego”, Associação Festeiros de Miro, Comissão Fabriqueira
da Igreja, Cooperativa Agrícola de Serviços e Artes de Miro e Desportos
Radicais de Miro.

“Miro muito mais que um lugar” é
o projecto que norteia a organização deste evento, que contou, sexta-feira, com
uma noite cultural, e sábado, com um festival de folclore.

Ontem, já depois da barca ter
sido descarregada do sal figueirense, em Miro, houve ainda marchas populares,
com a presença das marchas de Gavinhos, Freguesia do Luso 2010 e do Golpilhal.

José Carlos Salgueiro – Diário de Coimbra