REGIÃO DE COIMBRA – Autarcas não querem mais mortes no IP3

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A Comunidade Intermunicipal da Região de
Coimbra exigiu esta quinta-feira ao Governo e à Infraestruturas de Portugal
(IP) uma intervenção urgente no Itinerário Principal 3 (IP3). 
Após a reunião do seu
Conselho Intermunicipal, em Penacova, a comunidade enviou à agência Lusa um
documento intitulado “Cim Região de Coimbra não quer mais mortes no
IP3”, no qual os 19 municípios envolvidos na organização consideram que, “não
obstante a necessidade de construção de uma nova via entre Coimbra e Viseu, é
prioritária e urgente a reparação e beneficiação do atual IP3, de modo a
diminuir os elevados índices de sinistralidade e a garantir que esta via
estruturante para o país continue a cumprir as suas funções”.
Na nota, a Região de
Coimbra recorda que, com cerca de 18 mil veículos/dia e uma elevada percentagem
de pesados, o actual eixo do IP3, além de principal acesso ao concelho de
Penacova, é fundamental no desenvolvimento da Região e constitui um dos
trajectos essenciais para o transporte de mercadorias para
exportação”. Não é possível, por isso, segundo aquela organização,
“escamotear o seu impacto [do IP3] na economia nacional”.
Os autarcas da Região
de Coimbra vão fazer chegar as suas preocupações ao primeiro-ministro, António
Costa, e vão solicitar uma reunião com carácter de urgência ao ministro do
Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques. A intervenção a realizar
no IP3, defendem os autarcas, “deve ser inscrita no plano de proximidade
da Infraestruturas de Portugal e responder à intensa procura que a via regista,
garantindo níveis de qualidade e de segurança aos milhares de utilizadores que
viajam diariamente neste itinerário principal”.
Criticando o estado de
conservação da via, a comunidade lamenta ainda “a sinalização deficiente e
os abatimentos da plataforma, com a consequente redução das faixas de rodagem e
aluimento de taludes”. “Os autarcas da Região de Coimbra exigem
que estas intervenções se realizem com caráter de urgência, já que se trata do
corredor com elevada taxa de sinistralidade e que paralelamente melhor se
articula com as grandes vias de tráfego da região Centro, nomeadamente com a A1
para norte e para sul, com a A14 para oeste, com a A24 para norte interior, com
a A25 para este e Espanha e com o IC6 e o IC12 para a Beira Interior”.
Reivindicam, ainda,
“a clarificação do processo da nova via Coimbra-Viseu, uma vez que esta é
considerada como fundamental para diminuir a falta de competitividade das
empresas da região, penalizadas pelos acessos muito difíceis às vias principais
de comunicação, mas cujo volume de produção efectiva está voltado para o sector
da exportação, representando largas dezenas de milhões de euros de
faturação”. “O crescimento, ou até mesmo manutenção deste volume
de negócio, só será possível de manter com a nova ligação rápida às grandes
vias de circulação rodoviária, garantindo a ligação da costa Atlântica à
fronteira com Espanha”, insistem.
Lusa