FERIADO MUNICIPAL – “Dia para exaltar Penacova e os Penacovenses”

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Penacova celebrou ontem o seu
feriado municipal, assinalando os 150 anos do nascimento, em Vale da Vinha, São
Pedro de Alva, de António José de Almeida, e com um programa que teve um dos
momentos altos com a deposição de uma coroa de flores junto do busto do antigo
Presidente da República.
Na sessão solene do Dia do
Município, que decorreu no salão nobre dos Paços do Concelho, o presidente da
Câmara Municipal de Penacova, Humberto Oliveira, salientou tratar-se do «dia em
que devemos exaltar Penacova e os penacovenses». O autarca, contudo, garantiu
ainda que «é também o dia para fazer um balanço do que tem sido feito, desde
2010, e perspectivar o futuro», tendo deixado a certeza de que muito tem sido
feito e, «mesmo naqueles projectos que não conseguimos executar, fica-nos a
consolação de termos trabalho feito neles».
Humberto Oliveira deu vários
exemplos de candidaturas a fundos comunitários que têm sido efectuadas, algumas
em conjunto com outros municípios, no âmbito da Rota dos Caminhos do Buçaco, ou
da Grande Rota do Alva, por exemplo.
Garantindo que, «desengane-se
quem pensa que pode gerir uma câmara como há 15 anos», o edil explicou que, na
actualidade, a Câmara Municipal «tem uma infra-estrutura tecnológica que nos
coloca na vanguarda».
E, deixou ainda a certeza de que,
«pode-se gostar mais ou menos do estilo de governação, mas ninguém pode negar
que temos uma estratégia para o concelho».
Na sessão de ontem, a autarquia
homenageou, título póstumo, a ex-funcionária Maria do Céu Marcelo, e foram precisamente
os colaboradores a serem enaltecidos pelo presidente da Assembleia Municipal,
Pedro Coimbra, que também lembrou todos os que passaram por órgãos autárquicos
e «deram o seu melhor».
Num dia em que o historiador Luís
Reis Torgal foi convidado para falar sobre António José de Almeida, um dos seus
temas de estudo, tomou também da palavra José Carlos Alexandrino, presidente da
autarquia de Oliveira do Hospital que, na qualidade de vice-presidente da
Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, assumiu a aspiração de uma
regionalização através das CCDR, numa «descentralização do poder de Lisboa», e
prometeu participar na luta pela requalificação do IP3, sem prejuízo da
necessidade de uma nova via entre Coimbra e Viseu.
José Carlos Salgueiro – Diário de
Coimbra