ACIDENTE – Joaquim Manuel Leitão morreu em acidente rodoviário

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Notário aposentado, Joaquim
Manuel Sales Guedes Leitão, de 76 anos, residente em Penacova, faleceu na noite
de terça-feira, na sequência de num violento despiste, na A14, perto de
Montemor, tendo tido morte praticamente imediata.
Segundo apurámos, cerca das
23h30, o Mercedes conduzido pela vítima, que seguia no sentido Coimbra-Figueira
da Foz, embateu nas baias da portagem de Santa Eulália, ao tentar passar pela
Via Verde, e despistou-se, colidindo com um poste de iluminação, antes de
capotar. O corpo do condutor acabou por ser projectado para a estrada. Atestado
o óbito no local, o corpo foi transportado para o Instituto Nacional de
Medicina Legal, em Coimbra, para realização da autópsia.
Os Bombeiros Voluntários de
Montemor deslocaram para o local duas ambulâncias e a respectiva tripulação de
quatro elementos, mas nada puderam fazer para reverter a situação. AGNR,
através do Destacamento de Trânsito de Coimbra, tomou conta da ocorrência e
controlou o trânsito no local até às 1h52 de ontem, com três viaturas e seis
militares.
Joaquim Manuel Sales Guedes
Leitão era natural e residia, em Penacova, onde era muito conhecido, tendo
assumido diversos cargos em várias instituições. Fez parte da Comissão
Administrativa do Concelho, criada em Maio de 1974, e presidiu à Associação
Humanitária dos Bombeiros de Penacova durante vários anos, instituição que
ontem lhe prestou homenagem, na página do Facebook: «Era uma pessoa muito
conhecida e estimada no nosso concelho», refere.
Licenciado em Direito, optou pela
área do notariado, chegando ao topo da carreira, no Serviço de Auditoria e
Inspecção, o que o levou a percorrer praticamente todo o país. Foi ainda
notário do 2.º Cartório Notarial de Coimbra, mantendo-se em actividade após a
privatização dos cartórios, até à aposentação.
Viúvo, Joaquim Sales Guedes
Leitão tinha quatro filhos e residia na Cova do Barro, na vila de Penacova,
onde o corpo estará em câmara ardente a partir de hoje à tarde. O funeral
realiza-se amanhã para o Complexo Funerário de Taveiro, em Coimbra, onde será
cremado, como era sua vontade expressa.
José João Ribeiro – Diário de
Coimbra