PATRIMÓNIO – Penacova leva Ciclo dos Palitos ao Congresso Nacional de Folclore

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O Município de
Penacova, o Grupo Etnográfico de Lorvão e o Rancho Folclórico “As Paliteiras”
de Chelo foram convidados pela Federação de Folclore Português para participar
no Congresso Nacional de Folclore, no painel “Inventário Nacional de Património
Cultural Imaterial”, que se realizou em Leiria, nos dias 10 e 11 de dezembro.
Assim,
alguns elementos do Grupo Etnográfico de Lorvão e do Rancho Folclórico “As
Paliteiras” de Chelo, apresentaram no palco do Teatro José Lúcio da Silva, as
várias fases do ciclo dos palitos. Esta recriação iniciou-se com o descasque
dos rolos de salgueiro e a secagem do pau, em castelos. Depois o pau foi
rachado e com a habilidade, destreza e experiência da paliteira e com a ajuda
de uma navalha, transformado em palitos. Uma vez pronto o palito foi vendido na
mercearia e trocado por géneros alimentares. Depois foi embalado e por fim
comercializado no País e no estrangeiro.
Paula
Silva, técnica superior da Câmara Municipal de Penacova, responsável pela
inscrição dos “Conhecimentos tradicionais, de caráter etnobotânico e artesanal,
utilizados no processo de produção dos palitos (Lorvão, Figueira de Lorvão,
Penacova) no Inventário Nacional de Património Cultural Imaterial, apresentou
todo o processo de registo desta manifestação de PCI. Apresentou as folhas de
inventário nacional e indicou como proceder à inventariação de PCI em http://matriz.dgpc.pt . Referiu que o procedimento de
registo de uma manifestação de PCI no Inventário Nacional constitui em Portugal
a única forma de proteção legal, juridicamente validada à escala nacional.
Falou na obrigação dos municípios para a proteção dos bens com valor cultural
imaterial, assim como para a salvaguarda das manifestações culturais. Alertou
ainda que, o regime jurídico estipula a obrigatoriedade de ser efetuada a
“revisão ordinária”, com uma regularidade de pelo menos 10 anos, de modo a
aferir as alterações ocorridas na manifestação de PCI, assim como a
possibilidade de ser efetuada a respetiva “atualização”, que pode ser suscitada
a qualquer momento em virtude dessas alterações. Logo, temos o dever de manter
viva esta manifestação de PCI.