Envelhecimento, Cuidadores e Cuidar

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Tal como alguém dizia “ Devemos apostar nas
pessoas porque as pessoas são tudo.” E de facto, nos últimos anos, fruto de
diversos factores, como a melhoria das condições sanitárias e de acesso a bens
e serviços, as pessoas têm vivido mais tempo. Os avanços na área da saúde têm
permitido que cada vez mais pessoas tenham uma maior longevidade, mesmo
possuindo algum tipo de incapacidade.
Diante da situação actual de envelhecimento
demográfico e aumento da esperança de vida, algumas questões se colocam à
família e sociedade, no sentido de se proporcionarem cuidados a uma população
envelhecida e que possui alguma incapacidade.
Desta forma, é primordial exaltar o papel do
cuidador que é um ser humano de qualidades especiais, expressas pelo forte
traço de amor à humanidade, de solidariedade e de doação aos outros. É a pessoa
que presta cuidados a outra pessoa, que esteja necessitando de cuidados por
estar acamada, com limitações físicas ou mentais, com ou sem remuneração. A
função do cuidador é acompanhar e auxiliar a pessoa a se cuidar, fazendo pela
mesma as actividades que a pessoa não consiga realizar sozinha.
O acto de cuidar é complexo e delicado e exige
humanização e investimento no bem-estar dos mais velhos, para o seu conforto
global.
Porque cuidar é perceber o outro como ele se
revela nos seus gestos e falas, nos seus silêncios, em suas dores e limitações,
é imperioso que os cuidadores que são muitos, formais e/ ou informais, sirvam e
ofereçam aos mais velhos os seus talentos, proporcionando cuidados adequados a
este grupo etário, e assim contribuírem para a promoção da vida.
Não devemos jamais esquecer que o
envelhecimento é apenas mais uma etapa da vida em que se merece viver e ser
gente para além dos aparentes impossíveis.

E porque eu amo os mais velhos e porque são uma
prioridade na minha vida pessoal e profissional, desejo que este grupo etário
esteja no coração de todos no Novo Ano!

Festas Felizes!

Rosário Pimentel