SEGURANÇA ALIMENTAR – Apreendidos 1.900 litros de azeite falsificado em Penacova a infrator reincidente

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Numa acção de fiscalização
realizada no âmbito do combate à fraude alimentar, particularmente no sector
oleícola, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) apreendeu
1.900 litros de azeite falsificado. A mercadoria encontrava-se acondicionada em
garrafões de cinco litros, cujo valor se aproximava dos 7.000 euros.

A Unidade Nacional de Informações
e Investigação Criminal desencadeou esta acção junto de um importador e
embalador de Penacova que introduzia no mercado nacional azeites com adição proibida
de outros óleos, sendo classificado como azeite falsificado, constituindo a sua
venda uma fraude, referiu ao nosso jornal a inspectora chefe da ASAE, Ana
Oliveira.

A apreensão foi efectuada a
semana passada, mas só ontem foi divulgada, numa operação «suportada com a
realização de análises laboratoriais no Laboratório de Segurança Alimentar da
ASAE, concluindo que o azeite continha óleos de outra natureza que não o
proveniente da azeitona. Sendo expressamente proibido a adição de qualquer
outro tipo de óleo e, por isso, o azeite é legalmente classificado como
falsificado», adiantou a Ana Oliveira.

Nas diligências subsequentes «foi
verificada toda a cadeia de comercialização deste azeite falsificado tendo sido
recolhidos 372 garrafões de azeite em dois distribuidores da zona de Miranda do
Corvo e Sintra que estariam prestes a ser comercializados em estabelecimento de
comércio a retalho», avançou a inspectora chefe.

Na sequência da investigação, a
ASAE instaurou «um inquérito crime por fraude sobre mercadorias e géneros
alimentícios falsificados». Ainda segundo Ana Oliveira, «o importador/embalador
é reincidente pela prática dos mesmos crimes».

Para se saber se está perante um
azeite de qualidade, é fundamental, entre outros aspectos, observar os rótulos
que anunciem que é embalado na origem, garantindo a procedência e qualidade. A
qualidade do azeite não melhora com o tempo, por isso é importante que a
escolha recaia num azeite mais recente.
Carlos Sousa | Diário de Coimbra