AUTÁRQUICAS – Coligação de Coimbra entre o PSD e o CDS deve ser replicada no distrito

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Os presidentes
das comissões políticas distritais do PSD e do CDS-PP querem que a coligação já
anunciada entre os dois partidos para a “corrida” à Câmara 
Municipal de
Coimbra seja o exemplo a seguir no resto do distrito.
De acordo com
Maurício Marques (PSD), existem «negociações muito avançadas» nos concelhos de
Condeixa, Góis, Miranda do Corvo e Montemor- o-Velho, não sendo de descartar coligação
mesmo nos concelhos onde os candidatos social-democratas já foram homologados, como
é o caso de Cantanhede, Figueira da Foz, Penacova ou Tábua.
Aliás,
continuou, os nomes  que o Partido Social
Democrata já aprovou no distrito foram dados a conhecer ao líder do CDS, que
não se opôs em nenhum 
dos casos.
O líder do PSD
distrital esclareceu ainda que «o acordo não está fechado ao CDS e PSD», mas
abre-se ao PPM, Partido da Terra e aos cidadãos, não se 
circunscrevendo
às candidaturas às câmaras municipais. Ou seja, explicou, a estratégia é a mesma
para as juntas de freguesia, assim o entendam as respectivas secções.
O acordo ontem
firmado «é o princípio do fim da hegemonia do PS», acredita Maurício Marques,
ao deixar a garantia de que estão a ser preparadas candidaturas que «oferecem respostas
de futuro às populações».
Na perspectiva
do deputado, «muitas câmaras socialistas não se entendem entre si para definir
uma estratégia para o distrito» e «quem perde», acrescentou, é a região.
«Coimbra precisa de uma liderança forte, que sirva de mobilização para o
distrito», adiantou Maurício Marques, perspectivando uma liderança que «veja
para alem do imediato e sirva de motor de desenvolvimento para esta região».
É, por isso,
que «o distrito precisa de uma coligação forte, positiva, que tenha o objectivo
de dar a este distrito uma resposta melhor», concluiu.
Como tal,
afirmou Luís Lagos, presidente da Distrital do CDS, «o fundamental é a derrota do
PS». «Somos obrigados dar uma resposta» para encontrar políticas que «sejam um ponto
de retoma do crescimento económico» no distrito.
Para Luís
Lagos, a governação de Manuel Machado na Câmara Municipal de Coimbra tem-se
pautado pelo «amiguismo» e «compadrio», que importa contrariar com uma alternativa
que vai a votos em coligação, porque, frisou, «a hegemonia socialista
trouxe-nos a um beco sem saída».
«As eleições
autárquicas são a primeira oportunidade de dar um tiro na geringonça»,
continuou Luís Lagos, sem deixar de referir que, nesta estratégia,
«não são mais
os laranjas, não são mais os azuis».
Recorde-se
que, em Coimbra, Jaime Ramos (PSD) encabeça a lista à Câmara Municipal e Teresa
Anjinho (CDS) à Assembleia Municipal. 

Patrícia Isabel Silva –  Diário de Coimbra