LAMPREIA – O município de Penacova marcou ontem o arranque do Festival que decorre até terça-feira

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O município de Penacova
juntou amigos e apreciadores da lampreia no almoço tradicional que marca o
início do Festival da Lampreia.
Um evento que tem a
colaboração de diversas entidades e a participação dos restaurantes locais e
que decorre até terça-feira, dia de Carnaval. O número de lampreias que subiram
o rio Mondego através da escada de peixe de Coimbra, desde 2013, tem sido
irregular e rondou as 10 mil unidades nos dois últimos 
anos, segundo o
investigador responsável pela monitorização.
Pedro Raposo Almeida disse
ontem à agência Lusa que 30 a
40% das lampreias que ultrapassam aquela escada, na ponte-açude de Coimbra, são
capturadas a montante para consumo. “Este número não é muito razoável”,
lamentou o professor e investigador da Universidade de Évora, que coordenou o
projeto “Reabilitação dos habitats de peixes diádromos na bacia hidrográfica do
Mondego”.
Em 2016, este projeto apoiado
pelo Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE) foi distinguido pela American Society of Civil e pela American Fisheries Society, nos Estados
Unidos, com um prémio internacional pela intervenção realizada, entre Montemor-o-Velho
e Penacova.
Apesar da oscilação da quantidade
de lampreias que, ano após ano, sobem a escada de peixe, inaugurada em 2011, “a
espécie denota alguma estabilidade” quanto ao número de efetivos que, vindos do
mar, demandam o Mondego e os afluentes para desovar. Segundo os dados
disponíveis da monitorização científica, cerca de 8.300 ciclóstomos passaram a
ponte-açude de Coimbra em 2013, número que quase triplicou em 2014, com 22 mil animais.
Em 2015, segundo Pedro Raposo
Almeida, esse registo desceu para cerca de 10 mil, a que se seguiram 9.500
lampreias em 2016. O cientista justifica a estabilidade da espécie na bacia do
Mondego com os dados relativos à abundância de larvas verificada a montante de
Coimbra, nos últimos seis anos.
A quantidade de enguias em
estado larvar “aumentou mais de 30 vezes”, desde 2011, congratulou-se Pedro
Raposo Almeida, que ontem visita Penacova e Coimbra, no âmbito dos seus
trabalhos de investigação.



Fonte Diário As Beiras