XIV CAPITULO – Confraria da Lampreia aposta num futuro jovial

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A Confraria da Lampreia de
Penacova efectuou ontem mais um capítulo, momento que serviu para entronizar mais
um conjunto de novos confrades, mas foi, acima de tudo, para o presidente da Confraria,
Luís Amante, «um acto de aposta no futuro da confraria, imprimindo-lhe uma dose
de jovialidade
».
Afinal a lampreia não é um
ciclóstomo. É, simplesmente, um peixe. Esta foi a ideia que o investigador
Bernardo Quintela deixou na lição de sapiência que proferiu, em conjunto com a
sua colega Catarina Mateus, no XIV Capítulo da Confraria da Lampreia de
Penacova.
Há mais de 20 anos que os dois
académicos estudam esta espécie, e ontem, após a cerimónia de entronização dos
novos confrades, abordaram perante a plateia presente o tema “Duas décadas
dedicadas à conservação e gestão de lampreias do rio Mondego: o que aprendemos
e alcançámos
”.
À parte da intervenção
académica, a Confraria da Lampreia de Penacova delineou um conjunto de
iniciativas que visou, acima de tudo, «a preservação de um produto gastronómico
com história e determinante na viabilidade da economia local de Penacova
», como
frisou Luís Pais Amante, o responsável pela entidade.
O momento alto do dia de ontem
viveu-se no Centro Cultural de Penacova, onde a Confraria entronizou os novos confrades,
indo o destaque para a entronização de três Juntas de Freguesia do concelho, nomeadamente,
União das Freguesias de Friúmes e Paradela, União das Freguesias de Oliveira do
Mondego e Travanca do Mondego e Junta de Freguesia de Lorvão.
A decisão para esta medida,
de acordo com Luís Amante, passou por «responsabilizar as entidades com decisão
no concelho na importância da preservação das tradições
».

Ricardo Busano – Diário de Coimbra