DECIF 2017 – Distrito preparado para combater os incêndios

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Na fase mais crítica de
combate a incêndios florestais – a fase
Charlie, que decorre de Julho a Setembro
-, o distrito terá disponíveis 289
bombeiros, com 62 veículos, 125 sapadores florestais e 82 militares do Serviço
de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR, entre outros
operacionais, revelou ontem o comandante operacional distrital Carlos Luís
Tavares, na cerimónia presidida pelo secretário de Estado da Administração
Interna, Jorge Gomes.

O Dispositivo Especial de
Combate a Incêndios Florestais (DECIF) do distrito, apresentado na Câmara
Municipal, conta ainda, nesta fase mais aguda de perigo de fogos florestais,
com 46 militares do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS), 12
agentes da PSP, três helicópteros ligeiros e nove veículos disponibilizados
pelo Agrpamento Complementar de Empresas Florestais (AFOCELCA).

Carlos Tavares assinalou,
como medida de detecção precoce, os 19 postos de vigia instalados no distrito
e, como medida de mitigação, o pré-posicionamento de 28 bombeiros, dois
veículos de comando, quatro de combate e dois veículos tanque no centro do
distrito (Poiares, Lousã e Penela), de onde poderão ser «balanceados» para o interior ou litoral, consoante as necessidades.

O responsável do CDOS
transmitiu às entidades de Protecção Civil presentes «confiança», frisando que
«este dispositivo engloba várias entidades e os melhores operacionais». A
apesar de uma diminuição de ocorrências desde 2010, no ano passado arderam no
distrito 2.097 hectares de floresta. Com uma área total de 3.974 quilómetros
quadrados, Coimbra tem 60% de área florestal, com o perigo de incêndio a
aumentar do litoral para o interior. Menor área ardida e redução do número de
reacendimentos são objectivos traçados por Carlos Tavares, que quer «manter o número de baixas zero» no
combate aos fogos.

O secretário de Estado da
Administração Interna sublinhou que «não nos podemos dar ao luxo de perder
operacionais» e pediu aos bombeiros que «não sejam demasiado voluntaristas e
que se protejam a eles próprios
». «O número de mortes tem de ser igual a zero»,
disse. Jorge Gomes lembrou que este ano o dispositivo nacional de combate a
incêndios vai contar com 1.380 militares das Forças Armadas, que os
operacionais no terreno levam reforço alimentar para 24 horas e que o
transporte das equipas deslocadas deixará de ser feito em viaturas municipais.

Despesas
cobertas todo o ano

Na sessão, o secretário de
Estado alertou que a cobertura de despesas de bombeiros não está a funcionar o
ano inteiro e defendeu que a situação tem de ser alterada. Não faz sentido que
haja cobertura de despesas para um carro de bombeiros que ardeu em Agosto, mas
não haja quando a mesma viatura é destruída em Março, sustentou.

Andrea
Trindade
– Diário de Coimbra