FUNDOS COMUNITÁRIOS – Governo pede mais execução para o Portugal 2020

0
2
Executar, executar, executar”. Esta é a palavra de ordem do Governo
relativamente aos próximos meses do Portugal 2020.

No evento anual de
apresentação de resultados do programa de fundos comunitários, e que ontem se
realizou no Grande Auditório do Convento São Francisco, o ministro do
Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, e o secretário de Estado do
Desenvolvimento e Coesão, Nelson de Souza, fizeram questão de reforçar esta
proposta, ao mesmo tempo que divulgaram dados até ao final do primeiro
trimestre do ano.

Os dados apresentados são do
total agrado dos dois membros do Governo. Depois de um arranque bastante
tímido, os últimos 15 meses foram de “prego a fundo” na aprovação e
contratualização de apoios às diversas entidades que podiam candidatar-se a
estes fundos. De tal forma que, como fez questão de lembrar Pedro Marques, o
investimento público e privado cresceu no primeiro trimestre deste ano 25 e 10
por cento, respetivamente, em comparação com igual período do ano passado. “Portugal 2020 está no terreno e será a
grande alavanca do desenvolvimento do país
”, garantiu o ministro.

Neste momento, já foram
aprovados 5.500 milhões de euros de investimento aprovado com 700 milhões de
euros já pagos às empresas. “Isto
determina um arranque do investimento público diferente do investimento
privado, mas o mais importante está conseguido: o investimento está no terreno
”,
afirmou.

Se as coisas parecem estar
no bom caminho, a hora, agora, é de começar a trabalhar na reprogramação dos fundos
para os últimos dois anos do Portugal 2020. O repto foi lançado por Manuel
Machado. O presidente da Câmara de Coimbra e da Associação Nacional de
Municípios Portugueses mostrou-se esperançado nas alterações que vierem a ser
introduzidas, de forma a que seja possível “acelerar a programação” como é desejada pelas mais diversas
entidades.

Pedro Marques respondeu que
esse será outros dos desafios que o Governo terá pela frente até ao final do
presente ano. “Neste momento, estamos numa fase de articulação institucional
prévia para depois desenvolver esse trabalho com a Comissão Europeia”, disse. O
objetivo será claro: “apoiar as
prioridades do país e que são a área das qualificações, da inovação
colaborativa nas empresas e a valorização do território, entre outras inscritas
no Plano Nacional de Reformas
”.

A sessão quase lotou o
Grande Auditório do Convento São Francisco e contou ainda com a presença em
palco do presidente da Agência para o Desenvolvimento e Coesão, António Costa
Dieb, e dos responsáveis por diversos programas: Ana Abrunhosa (Centro 2020),
Ana Sampaio (PO ISE), Fernando Alfaiate (COMPETE 2020) e Filipe Almeida (EM
PIS). Neste último caso, todos eles deram a conhecer alguns dos problemas mais
comuns na apresentação das candidaturas aos fundos comunitários.
António Alves – Diário As
Beiras

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui