PROTEÇÃO CIVIL – Começa hoje Fase Bravo da época de incêndios

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Começa hoje a época oficial
de incêndios florestais, depois de um inverno e de uma primavera com cerca de
seis mil fogos e uma área ardida superior a 11 mil hectares. Embora algumas
destas ocorrências tivessem merecido destaque na comunicação social, a maior
parte foram de pequena dimensão e dispersas.

Por agora, 15 de maio
corresponde à fase Bravo da época de incêndios, aquela que ainda não obriga ao
empenhamento geral de meios, mas que já vai mobilizar, até 30 de junho, 1.561
equipas compostas por 6.607 operacionais e 1.514 viaturas, segundo o
Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF) de 2017.

Durante este período de mês
e meio vão estar ainda operacionais 32 meios aéreos (aviões e helicópteros) e
72 postos de vigia da responsabilidade da Guarda Nacional Republicana.

Entretanto, até agora já
deflagraram este ano 5.983 incêndios florestais deflagraram, de acordo com
dados da Proteção Civil. Um número seis vezes maior do que no ano anterior,
quando o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), tinha
registado 985 fogos florestais entre janeiro e maio, numa sequência de meses
que teve bastante mais chuva do que nos primeiros quatro meses deste ano.

Área
ardida aumentou exponencialmente

Pior é que a área ardida
aumentou 30 vezes este ano face ao mesmo período de 2016.

Onze mil hectares ardidos
até hoje é algo preocupante. O ano passado foi muito mau em termos de incêndios
e, no período homólogo, tínhamos 360 hectares ardidos. É uma diferençazinha um
pouco assustadora
”, disse o secretário de Estado da Administração Interna,
Jorge Gomes, a 27 de abril.

O DECIF deste ano conta com
a integração de uma força com 1.380 militares, que receberam formação específica
para participar nas ações de rescaldo e vigilância, de forma a libertar os
bombeiros para outras operações.

Outras das novidades é a
contratação de um helicóptero de coordenação, de reconhecimento em tempo real,
transmitindo as informações da evolução das chamas.

A época de incêndios termina
a 15 de outubro e os meios de combate estarão na sua capacidade máxima entre 1
de julho e 30 de setembro, a chamada “fase Charlie”.

Para esta fase – considerada
a mais crítica, vão estar envolvidos 9.740 operacionais e 2.065 viaturas,
apoiados por 48 meios aéreos e 236 postos de vigia.