REGIÃO DE COIMBRA – Autarcas da CIM puseram as “mãos na massa” pela candidatura a Região Europeia de Gastronomia 2021

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Uns assumem que em casa são
eles os mestres de culinária, outros dizem que são especialistas na arte de
provar e empratar. E outros há que nem se atrevem a dar palpites, mas não
resistem a um bom prato. Ontem, a cozinha da Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra
teve uma turma especial. De jalecas vestidas, presidentes de câmara da área de
influência da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra
confeccionaram algumas especialidades, numa acção que serviu de “rampa de
lançamento
” da candidatura a Região Europeia da Gastronomia em 2021.

Sopa de peixe é «uma das especialidades» de João Ataíde,
presidente da CIM e da Câmara Municipal da Figueira da Foz. «O segredo é o caldo e a qualidade do peixe»,
adianta, sempre de olho na panela e com a ajuda preciosa de André, natural do
concelho.

Vai longe a fama da
tibornada de bacalhau de Góis e Lurdes Castanheira não deixou os seus créditos
por mãos alheias. Nesta aventura, a autarca contou com a ajuda dos congéneres
de Penela, Luís Matias, e de Mortágua, José Júlio Norte.

Da Mealhada o presidente Rui
Marqueiro trouxe o leitão assado já confeccionado. É especialista a «mexer tachos e dar palpites» e, brinca,
na cozinha ninguém lhe ganha a cozer ovos ou fritar batatas. «E também sou capaz de fazer arroz»,
acrescenta, classificando a iniciativa de «giríssima».

Se à mesa dos presidentes,
rojões era a especialidade de Soure, o que Mário Jorge gosta mesmo de cozinhar
é caldeirada de peixe e de enguias. E que dizer das sardinhas assadas na telha
à moda de Mira? Raul Almeida não deixou o crédito por mãos alheias e contou com
a ajuda da jovem Sara.

Falar de gastronomia
regional é também falar de doces. Luís Antunes (Lousã) ajudou a mexer o arroz
doce, Humberto Oliveira (Penacova) sugeriu as nevadas e Carina Gomes (Coimbra)
concentrou-se no manjar branco. «Pus no
forno
», confessa a vereadora, ao realçar que gosta de cozinhar, mas doces
nem por isso.

Já Nuno Moita (Condeixa) é
um especialista na arte de confeccionar comida italiana e feijoada, mas ontem
estreou-se a ajudar a fazer a típica escarpiada, com o «toque especial» de Ricardo Alves (Arganil), que sugeriu sequilhos.

A acompanhar a prestação
destes cozinheiros por um dia, estava o chef Luís Lavrador e a avaliação não
podia ser mais positiva: «Têm mão para a
cozinha
».

Antes de saborear todas
estas propostas foi, então, apresentada a intenção da CIM Região de Coimbra
avançar com a candidatura a Região Europeia da Gastronomia em 2021.

«São muitos e diversos os produtos que nos distinguem», sublinhou
João Ataíde, destacando a «genuidade»
de produtos, como a chanfana, lampantana, cabrito, leitão, pescado, arroz, o
queijo e os vinhos.

«Nós vamos ganhar», disse, certo de que está a ser dado mais «um passo na afirmação da nossa região».

A candidatura ao Instituto
Internacional de Gastronomia, Cultura, Artes e Turismo (IGCAT) tem de ser
apresentada até 31 de Maio de 2018, explicou ainda Jorge Brito (CIM), ao
lembrar que a restauração representa 30% do volume de negócios do sector do
turismo, equivalente a 1.057 milhões de euros.

Patrícia Isabel Silva – Diário de Coimbra