CCDRC – Centro é a segunda região mais competitiva do país

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A
região Centro é a segunda região portuguesa mais bem posicionada no Índice de Competitividade
Regional da União Europeia (191.ª), sendo apenas superada pela Área
Metropolitana de Lisboa (139.ª). Esta é a conclusão do estudo elaborado pela Direção-Geral da Política Regional e Urbana da Comissão Europeia
Para Ana Abrunhosa, Presidente da
Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), «os dados do Índice de Competitividade
Regional revelam que a região Centro tem um bom conjunto de infraestruturas em
termos de educação, produção de conhecimento e condições de vida. O desafio
está em multiplicar os casos de sucesso, ou seja, consolidar e aumentar a
competitividade da indústria existente na região e promover a passagem do
conhecimento para a sociedade, que se faz através da criação de startups, de
projetos em parceria entre os centros de conhecimentos e as instituições e
empresas, e criando um contexto e uma envolvente estável e amigável para as
empresas
».
A posição ocupada por Lisboa
revela que em Portugal, à semelhança das restantes regiões europeias, existe a
tendência para um modelo policêntrico, com a capital a ser o principal motor da
competitividade. Em termos globais, o Índice de Competitividade Regional (ICR)
da Comissão Europeia, divulgado pela primeira vez em 2010 e publicado de três
em três anos, permite a cada região monitorizar e avaliar o seu desenvolvimento
face às restantes regiões europeias. Este índice mede de que forma as
autoridades regionais e locais podem influenciar ou mesmo determinar a
competitividade de uma região, a qual pode definir-se como a capacidade de uma
região para oferecer um ambiente atrativo e sustentável às suas empresas e aos
seus residentes.
O ICR baseia-se nas regiões
estatísticas NUTS II, sendo composto por 11 pilares, classificados em três
grupos: Básico, Eficiência e Inovação, que pretendem avaliar os pontos fortes e
fracos da competitividade de uma região. O grupo Básico compreende os fatores
de base de uma economia (instituições; estabilidade macroeconómica;
infraestruturas; saúde e ensino básico), enquanto que a Eficiência pretende
analisar a competitividade de uma economia através das características da mão
de obra e do mercado de trabalho (ensino superior, formação e aprendizagem ao
longo da vida; eficiência do mercado de trabalho e dimensão do mercado). Já o
grupo da Inovação representa o estádio mais avançado da economia,
preocupando-se em avaliar a sua maturidade tecnológica, sofisticação
empresarial e inovação.
Em 2016, a Região Centro é das
três regiões portuguesas com o melhor posicionamento nos grupos Básico e
Eficiência, onde se destacam, respetivamente, as componentes da saúde e do ensino
superior, formação e aprendizagem ao longo da vida.
Os dados referentes às três
edições deste indicador encontram-se disponíveis no domínio “EUROPA
da plataforma “DataCentro – Informação para a Região”, o
qual pode ser consultado em http://datacentro.ccdrc.pt