CONCURSO – Município de Penacova promove a 2ª edição do Prémio de Pintura “Martins da Costa”, com entrega de trabalhos até 7 de julho

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O
Município de Penacova promove a segunda edição do Prémio de Pintura Martins da
Costa 2017, com o intuito de estimular e promover as artes plásticas.
O
pintor, que se radicou em Penacova, terá parte da sua obra mais consagrada em
espaço que o Município está a consensualizar com a família. Vulgarmente
conhecido como Martins da Costa, nasceu em Coimbra, mas os seus pais eram
penacovenses: José da Costa e Cacilda Martins. O seu avô materno fora industrial
de latoaria na vila e o paterno, Abílio Costa, tinha sido proprietário de um
veículo que servia de diligência entre a cidade dos estudantes e Penacova.
Estudou Pintura na Escola de Belas Artes do Porto (1939-1948), tendo-se
diplomado com a classificação de 18 valores.
Como
obras de Pintura em Penacova, e sobre a vila encontramos no seu espólio:
“Penacova – A Ponte” (1945); “O Vale do Mondego” (1982); “ Outono na Serra –
Penacova “ (1984); “Caminhos Paralelos”, no Mirante (1991); “A Persiana –
Penacova” (1991); Nuvens sobre o Vale de Penacova I e II (1945).


Com
um traço de personalidade independente, genuína e desprendido de lucro, fez
inúmeras viagens a Cabo Verde, São Paulo (Brasil), Guiné, França, Espanha,
Bélgica, Holanda, Itália e Inglaterra, onde fez estudos e pintou. Foi um mestre
conceituado na sua arte, como atesta o facto de ter sido bolseiro do governo
italiano e do Instituto de Alta Cultura.
Em
Penacova, para onde veio em 1973,
a
sua arte foi, com simplicidade, reconhecida pelos
Penacovenses. Aqui foi Professor da Escola Secundária de Penacova, e era
popularmente conhecido como “Picasso”. Na verdade, a sua estadia em Penacova
foi marcante, não apenas por ter aqui construído a sua casa-atelier sobre o
Vale do Mondego, a sua última residência no “meio das oliveiras e dos bandos da
passarada”, mas também por ter colaborado com a sociedade civil através da sua
arte. Colaborou no restauro da Igreja Matriz, desenhou as bandeiras do Rancho
Folclórico de Penacova, da Santa Casa da Misericórdia, dos Bombeiros, da Casa
do Povo. Por fim, ainda deixou os seus escritos e os seus testemunhos nos
jornais “Nova Esperança” e “Jornal de Penacova”.
João
Martins da Costa acabaria por falecer em Viseu, a 13 de Abril de 2005. Deixou
uma importante obra, que no caso de Penacova, está inegavelmente ligada à forma
apaixonada como retratou e pintou as suas paisagens.
Os
prémios a concurso deverão ser entregues na Biblioteca Municipal de Penacova
até dia 07 de julho de 2017.
Para
mais informações consulte AQUI o Projeto do Regulamento.

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