AUTÁRQUICAS – PSD do distrito defende entidade gestora para o Mondego

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O rio Mondego “é a única
reserva estratégica do país que não depende do estrangeiro
”. Por isso, os
candidatos do PSD a seis municípios do distrito de Coimbra defenderam, pela voz
de Jaime Ramos, a criação de uma entidade para a gestão e desenvolvimento do
rio Mondego e um Observatório Nacional da Água.

“O Mondego é demasiado
importante para não ser bem gerido e rentabilizado, compatibilizando os
interesses múltiplos dos diferentes agentes, sendo a gestão do Alqueva um
exemplo do que devemos fazer para maior rentabilização de recursos”, afirmou o
candidato da coligação “Mais Coimbra”. Assim, a entidade para gestão e
desenvolvimento do Mondego deverá ter participação dos municípios, da
administração central (Agência Portuguesa do Ambiente) e representantes das
atividades que beneficiam do rio, como é o caso da agricultura, turismo,
energia elétrica e indústria do papel.

Falando no Parque Verde, em
Coimbra, os candidatos às Câmaras de Coimbra, Figueira, Montemor, Penacova,
Soure e Poiares defenderam ainda a classificação do rio como Reserva
Estratégica Nacional de Água, a valorização do Porto de Mar da Figueira –
aumentando a acessibilidade a calados maiores e melhorando a segurança das
embarcações
” –, e a conclusão do projeto de aproveitamento hidroagrícola do
Baixo Mondego.

A criação de um ecomuseu, de
um fluviário, de uma ciclovia entre Coimbra e a Figueira da Foz e a promoção da
gastronomia assente no rio foram outras das propostas apontadas por Jaime
Ramos.

Em relação a Coimbra, o
candidato alertou para a necessidade de revolver os “problemas de má imagem”,
como é o caso dos “barracões da CP e da área do parque” dos SMTUC, sem esquecer
o Parque Verde, “abandonado” desde as cheias de 2016.

E, a terminar, questionou o
que é que a autarquia de Coimbra fez com as conclusões do relatório elaborados
pela Ordem dos Engenheiros relativas às cheias.

Patrícia
Cruz Almeida
– Diário As Beiras