LITERATURA – O Dia em que os Aviões deixaram de Voar em livro

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Milhares
de aviões, grandes, médios e pequenos, cruzam o céu todos os dias em todo o
mundo. Um dia, as aeronaves, pequenas, médias e grandes vão ficar em terra sem
capacidade para voar. Da realidade à ficcão vai um enorme passo, mas “O Dia em que os Aviões deixaram de Voar”, primeiro livro de Ricardo Santos que, amanhã,
vai ser lançado na Sala Joaquim Leitão Couto, na Biblioteca Municipal de
Penacova, já faz parte da colecção “Viagens na Ficção”.
Com 396 páginas, o autor, natural de Coimbra mas com forte ligação umbilical a Friúmes, terra natal dos pais, Adelino e Maria da Graça Santos, conta a história de um intrigante artefacto dos tempos faraónicos, que misteriosamente, ganhou vida provocando uma tempestade solar de proporções épicas. Tudo começou num dia em que o céu parou, deixando a Terra de rodar na sua órbita sempre tão segura, como uma abelha que se nutre dos primeiros pólens da Primavera. Nesse dia tudo mudou. Um qualquer desígnio superior incidiu sobre as águas mais calmas do lago mais azul e perfeito, e tudo se transformou num mar revolto de sentimentos e emoções.
Foi
assim que Laura, nome escolhido pelo autor da obra, em memória da mãe e que
gostaria de dar a uma filha, se sentiu ao acordar. Esperou, angustiada, pela
chegada do filho Carlos – nome que substituiu muitas vezes o nome de Ricardo,
nome do autor do livro. Debatia-se com um aperto de coração quando,
subitamente, ouviu três pancadas na porta do quarto que a fizeram despertar.
Era o Raul, o marido, com medo do que se estava a passar, até porque o filho
Carlos estava em Macau, ligando para os pais, na véspera, a informar ter
chegado bem ao hotel.
Carlos,
de passagem por Macau, reencontra uma antiga paixão amorosa e é envolvido numa
alucinante viagem por terras de sabor português, e não só… É-lhe confiada uma
missão vital para a sobrevivência do planeta. Não há qualquer margem para erro.
O mundo depende do seu êxito. Como num filme de grande envolvência, e através
de uma escrita fluída e repleta de pormenores históricos, sucedem-se as peripécias
de cinco gerações da família Vasconcelos, que prenderão a atenção do leitor e o
farão querer reproduzir a viagem de Carlos.
Ricardo
Santos, que só escreve nos aeroportos, no interior dos aviões ou nos hotéis das
cidades para onde viaja, já que em casa nunca escreveu uma linha sequer, nasceu
em Coimbra em Agosto de 1975. Cedo revelou interesse pela música e pelas
ciências. Compôs e gravou mais de 40 canções de diversos estilos, inclusive o
hino da aldeia de Friúmes, emprestando a sua voz, além de tocar todos os
instrumentos que se ouvem na música. Graduado em Ciências Farmacêuticas, fez
formação em liderança e gestão de negócios, contribuindo para o crescimento da
Helm Portugal.

Carlos Sousa – Diário de Coimbra

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