AUTÁRQUICAS – Partidos querem mobilizar eleitores contra abstenção

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menos de um mês do início da campanha eleitoral para as autárquicas, os
partidos já escolheram os seus candidatos, com algumas polémicas, mas o momento
é de mobilizar eleitores contra o inimigo comum da abstenção.
Os
eleitores vão ser chamados a votar a 1 de Outubro nos seus representantes nas
308 câmaras e assembleias municipais e 3.092 freguesias, decorrendo o período
de campanha eleitoral de 19 a
29 de Setembro.
«O objectivo é ganhar a maioria das câmaras
e das freguesias, mas isso depende de votos», disse à agência Lusa a socialista
Maria da Luz Rosinha, coordenadora autárquica, acrescentando que «combater a
abstenção é também um grande objectivo do PS
».
A
antiga presidente da Câmara de Vila Franca de Xira salientou que a conquista de
mais autarquias visa «manter a
presidência da Associação Nacional de Municípios Portugueses [ANMP] e da
Associação Nacional de Freguesias [Anafre]».
O
PS, que detém 149 câmaras, apresentou candidaturas próprias em 297 concelhos,
coligações em três municípios e apoia listas de oito grupos de cidadãos
eleitores, segundo um comunicado do partido.
Por
seu lado, o coordenador autárquico do PSD advogou «o combate à abstenção» e disse à Lusa que «um democrata nunca deve ficar satisfeito com abstenção elevada, agora
isso muitas vezes é da responsabilidade dos políticos, porque levam à
descredibilização da democracia e as pessoas não se sentem identificadas
».
Carlos
Carreiras não se quis alongar sobre o processo autárquico “laranja”, por já ter
cumprido as suas “obrigações”, mas reafirmou que o PSD pretende «conquistar o maior número de câmaras e de
freguesias e a liderança da ANMP e da Anafre
».
O
PSD contabilizou nestas eleições autárquicas 190 listas próprias e cerca de 120
coligações para tentar superar as suas actuais 106 câmaras (20 em coligação).
Pelo
PCP, o coordenador autárquico resumiu que «o
fundamental é construir uma intervenção eleitoral que permita ampliar a ideia
de que a CDU mais forte é um elemento de vantagem não apenas para resolução de
problemas locais, mas para defesa dos trabalhadores
».
Jorge
Cordeiro conta com o aumento de mandatos, tirando partido dos eleitores que,
não votando sempre na CDU, optam nas autárquicas pela coligação com o Partido
Ecologista “Os Verdes”, como demonstram resultados favoráveis em eleições
intercalares.
A
coligação, que lidera 34 câmaras, apresentou candidaturas próprias em 304
municípios e concorre a 1.807 freguesias.

o coordenador autárquico do CDS-PP, Domingos Doutel, admitiu que há a «ambição de crescer em autarquias». «Vamos ver como corre, mas estamos com
esperança de correr bem
», afirmou.
O
partido apoia a recandidatura do independente Rui Moreira, actual presidente da
Câmara do Porto.
Os
“centristas” correm em 266 concelhos, dos quais 156 com listas próprias, 95 em
coligação com o PSD, um com o PPM e 14 com grupos de cidadãos eleitores.
O
coordenador autárquico do Bloco de Esquerda, Pedro Soares, afrmou que as «novas condições políticas» em que o
partido vai às eleições autárquicas «decorrem
muito do novo quadro parlamentar e da afirmação ao longo destes dois anos como
força capaz de constituir consensos, [e] maiorias
».
O
BE «vai candidatar-se a 131 municípios»
e, sem contas fechadas, «ao maior número de sempre de freguesias
».