JUSTIÇA – Judiciária deteve incendiários em Penacova e Viseu

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Um
homem de 48 anos, solteiro, madeireiro, foi detido pela Polícia Judiciária (PJ)
por suspeita do crime de incêndio florestal. O fogo verificou-se em Paradela de
Lorvão, Penacova, no dia 8 de Agosto, mas poderá haver mais situações, que a PJ
está a investigar.
Residente
numa aldeia próxima, o suspeito entrou mata adentro, enquanto fumava um
cigarro, que atirou, incandescente, de acordo com fonte da Directoria do Centro
da PJ. Terá ficado uns breves momentos a ver o «cigarro “moer”, no mato seco»,
acabando por se ir embora. Mas regressou pouco depois, para «se assegurar que o mato estava a arder».
Depois, recolheu-se em casa. A rápida intervenção dos meios de combate impediu
que as chamas se propagassem, tendo ardido uma área de cerca de 800 metros.
Detido
na quinta-feira, ao final do dia, o homem não consegue dar uma explicação para
o seu comportamento, que, de acordo com a PJ, «parece resultar de um forte impulso parra atear fogos».
Conhecido
pela população, o homem foi “apontado” à patrulha da GNR de Penacova,
responsável pela averiguação da origem do fogo. Dados que foram transmitidos
aos investigadores da PJ que, depois de reunirem os necessários elementos de
prova, procederam à sua detenção.
O
facto de trabalhar na floresta e, por norma, conseguir arranjar trabalho depois
de haver fogos, constitui uma situação que a PJ está a averiguar, uma vez que
poderá existir uma relação de causa-efeito entre os incêndios e a actividade
profissional do suspeito. Refira-se ainda que na zona de Paradela se têm registado
vários fogos, alguns complicados, este ano e em anos transactos, o que leva a
PJ a admitir que o suspeito possa estar implicado noutras situações. Presente
ontem a tribunal, para primeiro interrogatório, está em prisão preventiva.
Também
na quinta-feira, ao final do dia, a Directoria do Centro da PJ deteve um outro
incendiário, desta vez na fronteira entre os concelhos de Viseu e Vouzela. Em
causa está um homem de 41 anos, casado, servente de pedreiro, que será
responsável por quatro crimes de incêndio florestal. Os fogos foram ateados
entre 7 de Julho e 7 de Setembro, sempre em zonas de mato, pinheiro e
eucalipto, e ao cair da tarde/início da noite, junto às localidades de
Silgueiros de Bodiosa (Viseu), e Vilar (Vouzela).
Segundo
fonte ligada à investigação, o primeiro incêndio foi no dia 8 de Julho, às
21h45, seguindo-se o dia 20 de Julho, às 19h45; 9 de Agosto, às 23h38 , e 6 de
Setembro, às 21h20. A intervenção célere dos meios de combate evitou que as
chamas proliferassem e ameaçassem as localidades que existem na zona. «Teve um comportamento extremamente perigoso»,
refere a PJ.
O
suspeito foi, de acordo com a PJ, uma das pessoas abordadas pela patrulha da
GNR e terá assumido a autoria dos fogos. Uma “dica” que a GNR “passou” à PJ,
que, depois de reunir os necessários elementos de prova, procedeu à sua
detenção Segundo apurámos, não terá conseguido dar qualquer explicação para o
que fez, confessando que terá agido sob o efeito do álcool. Por ordem do
tribunal, está em prisão preventiva.
Manuela
Ventura
– Diário de Coimbra