Autárquicas: Os números dizem quase tudo

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Hoje, inserido no momento da aproximação do acto eleitoral
autárquico, dirijo-me ao Povo de Penacova, a nossa terra, para lhe dar a
conhecer alguns números que bem ilustram o que se passou na gestão da Câmara
Municipal, nos últimos tempos.
Já lá vão os anos em que, nas eleições, as pessoas votavam
em função estrita do melhor ou pior relacionamento que tinham com os
candidatos; ou do poder que os mesmos detinham; ou das suas ligações de
dependência com eles; ou das suas ligações familiares; ou, até, das suas
afinidades políticas.
Os tempos, felizmente, evoluíram muito, também ao nível das
exigências que se fazem aos agentes políticos, sendo certo que a “inteligência”
de que Penacova é hoje portadora nada tem a ver com o que acontecia
antigamente. Temos gente bem formada a todos os níveis, no desempenho de cargos
muito importantes.
Ou seja, temos “massa crítica”; somos um território cada vez
mais enriquecido!
Aliás, se alguma coisa me surpreende, sempre, é tomar
conhecimento do que fazem e o que são na vida os filhos dos meus amigos e
conterrâneos de há 60 anos: que brincaram comigo a jogar à bola, à malha, às
escondidas ou à cabra cega; que estiveram comigo nas escolas; que me
acompanharam nos bailaricos.
E se outra coisa me encanta muitíssimo é o ar feliz – e
realizado – com que esses meus amigos me dizem o que conseguiram/ajudaram que
os seus filhos atingissem … profissionalmente.
Isto porque não tenhamos ilusões: a democracia ajudou muito
na vertente da educação e das condições do seu acesso, mas o grande impulso, o
grande sacrifício e a determinação na evolução do estatuto social da nossa
Juventude, ainda está nas nossas dedicadas Famílias!
O que, inexoravelmente, está ligado, à evolução dos seus
níveis de vida, não deixando, também, de estar alavancado na contribuição da
nossa autarquia na criação de condições para tal.
Resolvi, por tudo isto, analisar e transmitir indicadores
que me mostrassem o impacto desta minha constatação empírica e verifiquei:
– Que o que se passou nos últimos tempos  – de dados disponíveis no INE e no Pordata
–  com a evolução do IpC concelhio
(indicador do poder de compra per capita, revelador em média por pessoa, do
maior ou menor bem estar material) cujo valor, em 2009, era de 52,84, da média
nacional, foi que:
  • no ano de 2011, passou a ser 59, 12;
  • no ano de 2013, passou a ser de 64,70;
  • nos anos subsequentes a visibilidade externa, com prudência
    embora, leva à sensibilidade de que essa realidade de crescimento continuou;

– Que o que se passou (dados da CMP) ao nível da educação,
cujo número de bolsas, em 2009, era de 12, foi que, no ano de 2014, passou a
ser de 24, o que se mantém;
– Que a fatia disponível do orçamento municipal para a nossa
Juventude (educação, acção social e desporto) ultrapassa hoje os €2.500.000,00,
equivalente a 20 % do seu valor global, não contabilizando, sequer, a fatia
conexa do valor derivado/dirigido do investimento previsto.
Ainda quis saber, por exemplo, o número de mulheres e homens
licenciados, post-gradados, mestres ou douturados, originários e residentes no
Concelho, mas essa informação não está disponível, ao mesmo tempo que não
imaginamos, sequer, qual é o índice de incorporação de consultores com origem
em Penacova na sociedade portuguesa…
…Certo é que, no meu tempo, cabia tudo nos dedos das mãos
e hoje eu já não consigo contá-los só na minha freguesia!
Ora,
Da análise simplificada destes dados, em termos de
desenvolvimento social e numa perspectiva de evolução regional, dúvidas não
podem restar sobre o acerto das medidas adoptadas pelo actual executivo
camarário, que, em boa hora, têm ajudado Penacova a chegar-se à frente em
termos reais, tanto na comparação com os concelhos que nos estão próximos, no
Baixo Mondego e no Pinhal Interior Norte, como ao nível nacional.
Justo é, pois, concluir que o Humberto Oliveira tem sabido
aplicar os seus conhecimentos – e como eles (de gestão) são importantes neste
cargo! – dando razão à afirmação que eu fiz em 17Ago13 e que reitero, agora com
dados muito mais consolidados:
“Não estarei muito longe da verdade se (lhe) augurar um
futuro de carisma autárquico que o levará longe: pela sua origem no Povo; pelo
seu pudor natural; pela sua capacidade de liderança e de construção de equipas;
pelos seus conhecimentos e pela sua capacidade simples – mas apurada e astuta –
em ouvir os outros…”.
Mutatis mutandis, devidamente adaptado ao seu contexto
próprio, o mesmo se aplica, ainda, ao Pedro Coimbra – que vai fazendo muito bem
o seu percurso, por vezes com posições temerárias, reveladoras de uma
tranquilidade e irreverência saudáveis, de que nem sempre os políticos são
portadores  – e à sua lista.
Assim sendo, na minha modesta opinião (sem menosprezar todos
os outros candidatos, que saúdo e que respeito muito, alguns, aliás, meus
amigos) são eles, o Humberto e o Pedro Coimbra – e as suas equipas – que, no
momento, se encontram em grande vantagem para continuar a elevar Penacova, o
que os nossos conterrâneos não irão esquecer, estou certo, na hora de votar.
As suas listas – e as suas equipas – têm conhecimento
minucioso de todos os problemas existentes no nosso concelho; dominam a gestão
orçamental e os seus critérios e fontes de financiamento; sabem como
influenciar o futuro, como gerir a dívida positivamente e, mais do que tudo,
estão cá, são de cá e dedicam as suas competências ao nosso Povo,
exaustivamente e sem truques.
Merecem, portanto, concluir a visão estratégica que souberam
conceber – e os projectos que estão em curso que a consolidarão – tendo em
vista o desenvolvimento e o progresso, numa óptica de, através do trabalho
dedicado e consistente, colocar no mapa este nosso cantinho presenteiro, porque
só assim estaremos em condições de exigir a canalização dos apoios que nos têm
faltado.
Penacova é que ganhará!
Luís Pais Amante