EXPOSIÇÃO – Visto de Coimbra – os Jesuítas entre Portugal e o Mundo no| Museu da Ciência

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Tesouros raros
da Companhia de Jesus, o retábulo de Nossa Senhora do Pópulo do Colégio das
Artes, o mais antigo ícone mariano de Roma, ou a escultura luso-oriental de
Cristo morto no crucifixo da igreja do Colégio de Jesus e a bota de São
Francisco Xavier, relíquia da Comunidade do Noviciado do Santo Nome de
Jesus, vão estar em exposição no Museu da Ciência da
Universidade de Coimbra (UC).
A exposição “Visto de Coimbra – os Jesuítas entre Portugal e
o Mundo
” vai ser inaugurada, na próxima sexta-feira, dia 22
de setembro
, pelas 16h30m, com a presença do Reitor da UC, João
Gabriel Silva.
A mostra, que irá ficar patente ao público até março do próximo
ano, centra-se em dois núcleos principais – os colégios jesuítas de Coimbra e as
missões jesuítas no mundo -, pondo em evidência alguns protagonistas jesuítas
formados em Coimbra e enviados para o mundo, desde a fundação do Colégio até à
expulsão da Companhia.
Segundo a diretora do Museu da Ciência da UC, Carlota Simões,
“Visto de Coimbra” «incide sobre a Companhia de Jesus, que ocupou os espaços
onde hoje está instalado o Museu da Ciência da UC e coincide com um momento de
impacto mediático da Companhia, seja pelo filme Silêncio de
Scorcese, pelas descobertas recentes de documentação na Sé Nova de Coimbra, ou
pela visita a Portugal do primeiro Papa jesuíta de sempre
».
Fundada em 1534, a Companhia de Jesus
abriu o seu primeiro colégio em Coimbra (1542). Estabelecida a primeira casa,
logo se iniciaram missões de evangelização nos territórios de presença
portuguesa. O Colégio de Coimbra era essencial na formação académica dos
missionários, tornando-se ponto de passagem para jesuítas europeus antes de
partirem em missão, tendo ainda publicado o curso mais difundido, adaptado e
usado por toda a Europa, o Curso Conimbricense.


O título da exposição inspira-se numa gravura
da Lua da autoria do padre Cristovão Borri, feita em Coimbra (1626) e publicada
na obra Colecta astronomica (1629) antes de Borri partir para
a Ásia. É a primeira ilustração científica na área da astronomia feita em
Portugal e a segunda a ser publicada, apenas precedida pela de Galileu na sua
obra Siderius Nuncius, 16 anos antes.