PATRIMÓNIO – Museu de Matosinhos acolhe retrospetiva do pintor João Martins da Costa

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O Museu Quinta de Santiago, em Matosinhos,
acolhe a partir de sábado, e até dia 28 de janeiro de 2018, obras do pintor João Martins da Costa, incluindo
aquela em que o artista, ainda estudante, registou o naufrágio de quatro
traineiras junto à barra de Leixões.
Mar Sagrado — Tragédia marítima de 02 de
dezembro de 1947
” foi o nome atribuído à tela onde Martins da Costa
registou a memória daquele dia em que 152 pescadores perderam a vida, à vista
dos que estavam em terra, lembra hoje a Câmara de Matosinhos em
 comunicado.
De acordo com a
autarquia, está é uma das cerca de 40 obras que compõem a exposição
Martins da Costa… [d]aquilo que fica“, que abrange cerca de cinco
décadas da produção do artista e é inaugurada no sábado, às 17:00, no Museu
Quinta de Santiago, onde fica até 28 de janeiro.
Com vocação
retrospetiva, a exposição abarca a década de 1940 e o final do século XX

e “reúne obras dos acervos do Museu Nacional de Soares dos Reis, do Museu
da Faculdade de Belas Artes do Porto, do Museu Municipal de Coimbra, da Câmara
Municipal de Matosinhos e de alguns colecionadores particulares
“.

A exposição inclui
trabalhos de pintura e desenho, nomeadamente “paisagens, autorretratos,
naturezas mortas e episódios bíblicos”.
Um dos
acontecimentos mais trágicos no ano de 1947 ocorreu na praia de Matosinhos.
Quatro traineiras naufragaram quando se aproximavam da barra de Leixões e, à
vista de todos os que desesperavam em terra, afundaram-se nas vagas e
arrastaram consigo a vida de 152 pescadores
“, começa por recordar a autarquia
numa nota de imprensa.
A câmara acrescenta
que “a memória daquele dia aziago de dezembro de há 70 anos ficou
registado em fotografias e também na arte
“, já que “João Martins da
Costa, então um estudante do último ano do curso superior de Pintura da Escola
de Belas Artes do Porto, fixou-o na tela que apresentou na tese final de
mestrado e que havia de ficar intimamente ligada à memória e ao património
artístico de Matosinhos”.
Durante a inauguração
de sábado vai ser apresentado o livro “Contos Vividos“, que reúne um
conjunto de textos que João Martins da Costa produziu para o Jornal de
Penacova, compilados pelo jornalista Álvaro Coimbra e editados pela Câmara de
Penacova, acrescenta a autarquia matosinhense, referindo que a apresentação
estará a cargo do historiador e investigador portuense Hélder Pacheco.
Nascido em Coimbra em
1921, João Martins da Costa viveu alguns anos em Matosinhos e conquistou
distinções como o Prémio António Carneiro (1948) e o Prémio Henrique Pousão
(1950).
Bolseiro do Governo
Italiano e do Instituto de Alta Cultura, estudou nas escolas de Belas Artes de
Roma, Florença e Ravena, “onde aperfeiçoou a técnica de pintura mural que
lhe permitiu deixar trabalho em vários edifícios emblemáticos, como o Palácio
da Justiça do Porto, a Escola de Artes Decorativas Soares dos Reis, o Café
Embaixador e a Embaixada de Portugal em Roma
“, descreve a Câmara de
Matosinhos.



No site do município de Matosinhos podemos ler acerca da exposição:

“Martins da Costa… [d]aquilo que fica”
Exposição
de João Martins da Costa no Museu da Quinta de Santiago até 28 de janeiro 
“Martins
da Costa… [d]aquilo que fica” inaugurou no sábado, 7 de outubro, e ficará
patente no Museu da Quinta de Santiago, em Leça da Palmeira, até 28 de janeiro
de 2018.

Composta
por cerca de 40 obras, incluindo aquela em que o pintor, ainda estudante,
registou o naufrágio de quatro traineiras junto à barra de Leixões, a exposição
abarca cerca de cinco décadas da produção artística de Martins da Costa, entre
a década de 1940 e o final do século XX. 


“Mar
Sagrado – Tragédia marítima de 2 de dezembro de 1947” é uma das obras
presentes nesta mostra de pintura, que o autor apresentou na tese final do
curso superior de Pintura da Escola de Belas Artes do Porto e que havia de
ficar intimamente ligada à memória e ao património artístico de Matosinhos. Uma
tela que nos transporta para um dos acontecimentos mais trágicos do ano de
1947, que ocorreu na praia de Matosinhos, quando quatro traineiras naufragaram
na altura em que se aproximavam da barra de Leixões e, à vista de todos os que
desesperavam em terra, afundaram-se nas vagas e arrastaram consigo a vida de
152 pescadores.


A
exposição reúne ainda obras dos acervos do Museu Nacional de Soares dos Reis,
do Museu da Faculdade de Belas Artes do Porto, do Museu Municipal de Coimbra,
da Câmara Municipal de Matosinhos e de alguns colecionadores particulares,
incluindo trabalhos de pintura e desenho. Paisagens, autorretratos, naturezas
mortas e episódios bíblicos são alguns dos temas patentes nas obras.


Durante
a cerimónia de inauguração, que contou com a presença do Vice-presidente e
Vereador da Cultura, Fernando Rocha, e do Presidente da Câmara Municipal de
Penacova, Humberto Oliveira, foi ainda apresentado o livro “Contos Vividos”,
que reúne um conjunto de textos que João Martins da Costa produziu para o
Diário de Penacova, compilados pelo jornalista Álvaro Coimbra e editados pela
Câmara Municipal de Penacova. A apresentação ficou a cargo do historiador e
investigador portuense Hélder Pacheco.


Nascido
em Coimbra em 1921, João Martins da Costa viveu alguns anos em Matosinhos e
conquistou distinções como o Prémio António Carneiro (1948) e o Prémio Henrique
Pousão (1950). Bolseiro do Governo Italiano e do Instituto de Alta Cultura,
estudou nas escolas de Belas Artes de Roma, Florença e Ravena, onde aperfeiçoou
a técnica de pintura mural que lhe permitiu deixar trabalho em vários edifícios
emblemáticos, como o Palácio da Justiça do Porto, a Escola de Artes Decorativas
Soares dos Reis, o Café Embaixador e a Embaixada de Portugal em Roma.
Museu Quinta de Santiago
Rua
de Vila Franca, 314, Leça da Palmeira, Matosinhos.
museuqsantiago@cm-matosinhos.pt
| Tel: 229392410
Horário
Museu e Exposição: terça a sexta: 10h-13h | 15h-18h;

sábados,
domingos e feriados: 15h-18h